Mecanismo explosivo de polinização em Periandra mediterranea (Vell.) Taub. (Fabaceae) na Reserva Biológica Guaribas, Paraíba, Brasil

Autores

  • Andressa Cavalcante Meireles Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ecótonos, Núcleo de Estudos Ambientais, Universidade Federal do Tocantins.
  • Joel Araújo Queiroz Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Departamento de Botânica, Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Pernambuco.
  • Zelma Glebya Maciel Quirino Departamento de Engenharia e Meio Ambiente, Centro de Ciências Aplicadas e Educação, Universidade Federal da Paraíba.

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2015v28n4p71

Palavras-chave:

Autocompatibilidade, Flores com quilha invertida, Melitofilia

Resumo

A espécie Periandra mediterranea (Vell.) Taub. apresenta flores papilionáceas e bilabiadas o que proporciona um complexo mecanismo de polinização. A polinização e a reprodução de P. mediterranea foram estudadas no período de novembro/2009 a outubro/2011 na Reserva Biológica Guaribas, Paraíba, Brasil. As pétalas são modificadas em uma quilha, que protege os estames e o estigma; duas alas, que envolvem a quilha, e um estandarte, que serve de plataforma de pouso para o visitante floral. O mecanismo de polinização é o explosivo, no qual as abelhas Xylocopa frontalis, Acanthopus excellens e Epicharis sp. apresentavam o comportamento de pousar no estandarte e, auxiliadas pelo seu peso, eram capazes de expor os órgãos reprodutivos que se encontram inclusos no complexo alas-quilha. Como consequência, os órgãos reprodutivos da flor contatavam a região dorsal do corpo da abelha, onde o pólen ficava depositado, caracterizando a polinização nototríbica. Testes reprodutivos demonstraram frutificação de 20% em autopolinização espontânea, 33% em autopolinização manual, 33% em polinização cruzada manual e 100% no grupo controle, enquanto que em apomixia não houve sucesso reprodutivo. Os resultados demonstraram que a espécie é autocompatível, mas depende de polinizadores para garantir o seu sucesso reprodutivo.

 

Biografia do Autor

Andressa Cavalcante Meireles, Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ecótonos, Núcleo de Estudos Ambientais, Universidade Federal do Tocantins.

Técnica Agrícola com habilitação em Agropecuária pelo Colégio Agrícola Vidal de Negreiros vinculado a Universidade Federal da Paraíba. Bacharela em Ecologia pela Universidade Federal da Paraíba atuando principalmente em pesquisas sobre: Ecologia Vegetal, Biologia Reprodutiva, Fenologia Vegetal, Anatomia Vegetal, Biologia Floral, Biologia da Polinização, Melitofilia, Comportamento de Abelhas, Frutificação e Dispersão de Sementes. Atualmente é aluna bolsista do Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ecótonos pela Universidade Federal do Tocantins.

Joel Araújo Queiroz, Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Departamento de Botânica, Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Pernambuco.

Possui graduação (licenciatura e bacharelado) em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual da Paraíba (2004), mestrado e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco (2009 e 2014, respectivamente). Tem experiência na área de Botânica, com ênfase interação plantas-polinizadores noturnos, e atua, principalmente, nos seguintes temas: polinização, redes de interação, Caatinga.

Zelma Glebya Maciel Quirino, Departamento de Engenharia e Meio Ambiente, Centro de Ciências Aplicadas e Educação, Universidade Federal da Paraíba.

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Ceará (1995), mestrado em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco (1998) e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco (2006). Atualmente é professor Adjunto IV da Universidade Federal da Paraíba. Campus IV- Litoral Norte. Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Biologia Floral, atuando principalmente nos seguintes temas: Fenologia, polinização, dispersão e anatomia vegetal na caatinga e mata atlântica.

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Publicado

2015-09-21

Edição

Seção

Artigos