Rede de interações ave-planta: um estudo sobre frugivoria em áreas urbanas do Brasil

Autores

  • Diego Silva Freitas Oliveira Universidade Federal de Uberlândia
  • Alexandre Gabriel Franchin Universidade Federal de Uberlândia
  • Oswaldo Marçal-Júnior Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2015v28n4p83

Palavras-chave:

Ecologia urbana, Frugivoria, Recursos alimentares, Redes de interações

Resumo

No Brasil, poucos trabalhos comparam o consumo de frutos nativos e exóticos, especialmente em ambiente urbano. A Teoria de Redes pode ser útil nestes estudos, pois permite avaliar várias espécies de aves e plantas envolvidas em interações. Os objetivos deste trabalho foram: avaliar uma rede de interações de frugivoria por aves em ambiente urbano; verificar o papel de plantas nativas e exóticas na rede e comparar as assembleias de consumidores destes dois grupos de plantas. Foi conduzida uma revisão da literatura sobre frugivoria por aves em áreas urbanas brasileiras e uma análise foi realizada para criar uma rede de interações em escala regional. Foram incluídos 15 trabalhos na análise com 70 espécies de aves consumindo frutos de 15 espécies de plantas (seis exóticas e nove nativas). Os consumidores de frutos exóticos e nativos não formaram grupos distintos e a rede de interações foi significativamente aninhada (NODF=0,30; p < 0,01) e não modular (M= 0,36; p= 0,16). Duas plantas exóticas fazem parte do núcleo de generalistas da rede de frugivoria (Ficus microcarpa e Michelia champaca). Os resultados indicam que um grupo relativamente diversificado de aves consome frutos em áreas urbanas no Brasil de maneira oportunista, sem preferência por nativos ou exóticos.

Biografia do Autor

Diego Silva Freitas Oliveira, Universidade Federal de Uberlândia

Laboratório de Ornitologia e Bioacústica, Instituto de Biologia, UFU

Alexandre Gabriel Franchin, Universidade Federal de Uberlândia

Laboratório de Ornitologia e Bioacústica, Instituto de Biologia, UFU

Oswaldo Marçal-Júnior, Universidade Federal de Uberlândia

Laboratório de Ornitologia e Bioacústica, Instituto de Biologia, UFU

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Publicado

2015-09-29

Edição

Seção

Artigos