Novo registro do peixe invasor Butis koilomatodon (Bleeker 1849) (Teleostei: Eleotridae) no sudeste do Brasil

Autores

  • Riguel Feltrin Contente Universidade de São Paulo
  • Marina Rito Brenha-Nunes Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo
  • Carolina Correia Siliprandi Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo
  • Rafael Andrei Lamas Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo
  • Valéria Regina Martins Conversani Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2016v29n2p113

Palavras-chave:

Água de lastro, Bioincrustação, Espécie exótica, Expansão portuária

Resumo

Neste trabalho, reportamos o segundo registro do peixe invasor, Butis koilomatodon, na costa de São Paulo (Sudeste do Brasil), o que representa, também, o registro mais ao sul no sudoeste do Oceano Atlântico. Discutimos os riscos de uma potencial invasão mediada pelos impactos antrópicos na área de ocorrência. 

Biografia do Autor

Riguel Feltrin Contente, Universidade de São Paulo

Biólogo com habilitação em Biologia Marinha (Universidade Estadual Paulista, 2002 - 2005), mestre em Zoologia (Universidade Federal do Paraná, 2006 - 2008) e doutor em Oceanografia Biológica (Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, 2009 - 2013). Atualmente, sou pós-doc com bolsa FAPESP no Instituto Oceanográfico da USP. Minha linha central de pesquisa tem como objetivo compreender os padrões ecológicos da estrutura da ictiofauna costeira neotropical (descrita em termos de distribuição de abundância de espécies, abundância relativa, composição taxonômica, filogenética e funcional tróficos, comportamental, morfológico) e os mecanismos que determinam tais padrões. Para tal, desenvolvo e conduzo estudos de ecologia de populações e comunidade, com foco em modelos que caracterizam as relações entre as variações espaciais e temporais das populações e assembleias, a dinâmica espacial e temporal ecossistêmica e as modificações dessa dinâmica induzidas por atividades antrópicas. O produto de tais estudos visa subsidiar a conservação da ictiofauna e ecossistêmica. Também tenho interesse em: (I) entender o papel funcional da ictiofauna costeira e continental através da caracterização da ecologia trófica e diversidade morfológica; (II) investigar o efeito de amostradores e procedimentos em ecologia numérica (modelos nulos e árvores de regressão) na caracterização de estrutura e padrões ecológicos; (III) macroecologia de peixes neotropicais estuarinos, investigando associações entre estrutura de guildas tróficas e fatores ambientais de macroescala espacial (bacia hidrográfica, hidrologia, geomorfologia, produtividade); (IV) ecologia histórica, explorando, analiticamente, a elevada potencialidade de dados históricos para inferências de impactos humanos nos ecossistemas costeiros em longo escala temporal; e (IV) modelagem ecológica de ecossistemas costeiros. Além disso, possuo experiência em prognósticos de impacto em ictiofauna continental, marinha e estuarina para EIA-RIMA; taxonomia de ictiofaunas marinhas e dulcícolas neotropicais; e docência no ensino médio e superior.

Marina Rito Brenha-Nunes, Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2011) e licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2010). Atualmente sou aluna de Mestrado em Oceanografia Biológica do Instituto Oceanográfico. Tenho experiência na área de biologia marinha, com ênfase em ecologia da ictiofauna. Além disso, possuo experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Inclusiva de Alunos Estrangeiros.

Carolina Correia Siliprandi, Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

Bióloga, licenciada e bacharel, formada pela Universidade Santa Cecilia - UNISANTA (concluído em 2004) e mestre em Ciências, na área de Oceanografia Biológica, pela Universidade de São Paulo (concluído em 2009). Desde 2005, está envolvida em atividades e projetos de pesquisa no Laboratório de Ictiofauna e Crescimento - LABIC, do Instituto Oceanográfico da mesma universidade (IOUSP). Contribui na organização e manutenção da Coleção de Otólitos de Peixes Marinhos da Região Sudeste-Sul do Brasil, COSS-Brasil, desde seu início em 2010. Em 2014, iniciou o Doutorado em Oceanografia Biológica do IOUSP, estando em parceria com o Institut de Ciències del Mar (ICM- CSIC) de Barcelona.

Rafael Andrei Lamas, Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

Graduando em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo, com ênfase em Biologia Geral, no momento atuando na área de ecologia de peixes e ecossistemas.

Valéria Regina Martins Conversani, Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

Formada no curso de Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado) pela Universidade Metodista de São Paulo com dupla graduação pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Portugal no curso de Biologia. Atualmente é pesquisadora colaboradora no Laboratório de Ictiofauna e Crescimento do Instituto Oceanográfico da USP, Departamento de Oceanografia Biológica. Tem experiência na área de biologia marinha, oceanografia biológica e ecologia, com ênfase em ecologia da ictiofauna e em estudos morfológicos e morfométricos de otólitos.

Publicado

2016-05-11

Edição

Seção

Comunicações Breves