Diversidade de peixes de tributários do reservatório de Chavantes, PR, bacia do alto rio Paraná

Autores

  • Rafael Rogério Rosa Universidade Estadual de Maringá (UEM), Avenida Colombo, 5790, CEP 87020-900, Maringá-PR
  • Dyego Leonardo Ferraz Caetano Universidade Estadual de Maringá (UEM), Avenida Colombo, 5790, CEP 87020-900, Maringá-PR
  • Sybelle Bellay Universidade Estadual de Maringá (UEM), Avenida Colombo, 5790, CEP 87020-900, Maringá-PR
  • Verônica Rodrigues de Moraes Universidade Estadual do Norte do Paraná, Rua Padre Melo, 1200, CEP 86400-000, Jacarezinho-PR
  • Fernando Emmanuel Gonçalves Vieira Universidade Estadual do Norte do Paraná, Rua Padre Melo, 1200, CEP 86400-000, Jacarezinho-PR

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2016v29n2p33

Palavras-chave:

Bacia do rio Paranapanema, Ictiofauna, Riachos, Riqueza

Resumo

A distribuição e abundância das espécies de peixes de riacho podem ser influenciadas por características ambientais relacionadas ao meio aquático e às suas margens. O objetivo do presente trabalho foi inventariar a fauna de peixes dos riachos da Cruz, Taquaruçu e Taquaruçu II, localizados na bacia do rio Paranapanema, analisando parâmetros de diversidade da ictiofauna e associando-os com variáveis abióticas. Foram coletados 4.956 exemplares, distribuídos em 27 espécies, com predominância de Characiformes e Siluriformes. A largura, a profundidade e a floresta ripária foram as variáveis ambientais que melhor explicaram a diversidade de espécies encontrada no riacho Taquaruçu II, enquanto a dominância de espécies nos riachos da Cruz e Taquaruçu pode refletir os impactos antrópicos presentes nestes ambientes, como alto grau de erosão das margens. A maior similaridade da ictiofauna entre os riachos da Cruz e Taquaruçu pode estar relacionada com suas conectividades hidrológicas. A condutividade elétrica e a largura dos riachos foram as variáveis abióticas que mais se correlacionaram com a abundância e diversidade de espécies nos riachos amostrados. Os resultados do presente estudo demonstram a importância da conservação dos ecossistemas aquáticos para a manutenção da diversidade de peixes, além de alertar para o efeito de impactos antropogênicos sobre a ictiofauna.

Biografia do Autor

Rafael Rogério Rosa, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Avenida Colombo, 5790, CEP 87020-900, Maringá-PR

Possui graduação em Biologia (Licenciatura Plena) pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (GEPRHEA) da UENP, na linha de Ecologia de Peixes. Mestrando em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais pela Universidade Estadual de Maringá, com ênfase em Ecologia de Ovos e Larvas de peixes.

Dyego Leonardo Ferraz Caetano, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Avenida Colombo, 5790, CEP 87020-900, Maringá-PR

Graduado em Biologia (Licenciatura Plena) pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), especialista em Ensino de Ciências pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e mestre em Biologia Evolutiva pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO). Atualmente é estudante de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (GEPRHEA) da UENP, na linha de Taxonomia e Ecologia de Peixes. Possui experiência nas áreas de Ictiologia, Ecologia de assembleias e ecossistemas aquáticos, Integridade biótica e Limnologia.

Sybelle Bellay, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Avenida Colombo, 5790, CEP 87020-900, Maringá-PR

Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá (PR). Mestre e Doutora em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais, também pela Universidade Estadual de Maringá. Trabalha com redes ecológicas, com ênfase em interações parasito-hospedeiro. Possui também experiência na área de Ictioparasitologia, com ênfase em sistemática e taxonomia de monogenéticos, estrutura de comunidades e ecologia quantitativa.

Verônica Rodrigues de Moraes, Universidade Estadual do Norte do Paraná, Rua Padre Melo, 1200, CEP 86400-000, Jacarezinho-PR

Graduada em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada - GEPRHEA. Possui experiência em dieta alimentar de peixes.

Fernando Emmanuel Gonçalves Vieira, Universidade Estadual do Norte do Paraná, Rua Padre Melo, 1200, CEP 86400-000, Jacarezinho-PR

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Especialista em produção de ruminantes pela Universidade Federal de Lavras - MG, Mestre em Ciência Animal pela Universidade Estadual de Londrina  e Doutor em Ciência Animal pela Universidade Estadual de Londrina. É médico veterinário do governo do Estado do Paraná e professor adjunto da Universidade Estadual do Norte do Paraná - UENP, Campus Jacarezinho. Coordenador de Extensão do Colegiado de Ciências Biológicas do Centro de Ciências Humanas e da Educação da UENP - Jacarezinho. Membro do Comitê de Ética em Pesquisa no uso de Animais (CEUA) da Universidade do Norte do Paraná - UENP, Professor na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

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Publicado

2016-05-11

Edição

Seção

Artigos