Etnobotânica de chás terapêuticos em Rio Urubueua de Fátima, Abaetetuba – Pará, Brasil

Autores

  • Patricia Homobono Brito de Moura Universidade do Estado do Pará
  • Flávia Cristina Araújo Lucas Universidade do Estado do Pará
  • Ana Cláudia Caldeira Tavares-Martins Universidade do Estado do Pará
  • Gerciene de Jesus Miranda Lobato Universidade do Estado do Pará
  • Ely Simone Cajueiro Gurgel Museu Paraense Emílio Goeldi

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2016v29n2p77

Palavras-chave:

Amazônia, Fitoterapia, Medicina tradicional

Resumo

Estudos etnobotânicos no Brasil revelaram os chás como principal forma de tratamento terapêutico em comunidades tradicionais. Objetivou-se valorizar os conhecimentos tradicionais na comunidade Rio Urubueua de Fátima, Abaetetuba – PA, por meio da identificação das plantas medicinais empregadas em chás e suas formas de preparo, atribuindo a estas a sua importância na terapêutica e no tratamento das enfermidades mais recorrentes, além de investigar a qualidade das águas de consumo da população, indispensável ao preparo dos chás, e a sua relação com a saúde dos ribeirinhos. A partir de entrevistas semiestruturadas realizadas com 35 interlocutores, foram calculados para as espécies: valor de importância, concordância quanto aos usos principais, concordância quanto aos usos principais corrigidos e o fator de consenso do informante. A fim de averiguar a qualidade da água, foi feita análise microbiológica de amostras coletadas em três diferentes pontos do rio Urubueua. Foram citadas 82 receitas de chás terapêuticos. Mentha sp. obteve o maior valor de importância e, juntamente com Lippia alba (Mill) N. E. Brown. e Ficus maxima Mill., o maior índice de concordância quanto ao uso principal corrigido. Os moradores na faixa etária entre 60 e 69 anos detêm vasto conhecimento de plantas e receitas a base de chás, frequentemente empregados na sua medicina tradicional. Da água utilizada pelos moradores, foram quantificados coliformes totais e termotolerantes em todas as amostras, sendo um fator de risco para a doença diarreica, mencionada em quadros clínicos recorrentes.

Biografia do Autor

Patricia Homobono Brito de Moura, Universidade do Estado do Pará

Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade do Estado do Pará.

Flávia Cristina Araújo Lucas, Universidade do Estado do Pará

Doutora em Ciências Biológicas. Docente do curso de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Estado do Pará.

Ana Cláudia Caldeira Tavares-Martins, Universidade do Estado do Pará

Doutora em Botânica. Docente do curso de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Estado do Pará.

Gerciene de Jesus Miranda Lobato, Universidade do Estado do Pará

Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade do Estado do Pará.

Ely Simone Cajueiro Gurgel, Museu Paraense Emílio Goeldi

Doutora em Ciências Biológicas (Botânica). Pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi.

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Publicado

2016-05-11

Edição

Seção

Artigos