Potencial nutricional de uma nova variedade de aspargo marinho Salicornia neei Lag. para dietas humana e animal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2018v31n4p57

Palavras-chave:

Alimento saudável, Agricultura salina, Nutrição mineral

Resumo

O perfil mineral e o valor nutricional para a alimentação humana e animal de uma nova variedade de aspargo marinho brasileiro Salicornia neei Lag. foram caracterizados por espectrofotometria. As plantas da progênie F4 da variedade pura denominada BTH1, cultivada com efluente salino da carcinicultura, possuem alto conteúdo mineral, particularmente N, K, P, Ca, Fe e Mn. A ingestão diária de 20, 200 e 5 g de caules secos de BTH1-F4 pode ser inserida e suplementada nas dietas, respectivamente, do homem, ovelhas e peixes cultivados comercialmente.

Biografia do Autor

Kennia Brum Doncato, Universidade Federal do Rio Grande – FURG / Programa de Pós-graduação em Aquicultura

Graduada no curso superior de Tecnologia em Aquicultura pela Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA (2013), mestrado (2015) e doutoranda em Aquicultura pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Experiência no tratamento biológico de águas residuais (água doce classe 2, CONAMA n. 357/2005), produção de halófitas em sistemas integrados (reúso de efluentes salinos) e hidropônicos, com ênfase na nutrição mineral de plantas.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7132303957296708

César Serra Bonifácio Costa, Universidade Federal do Rio Grande – FURG / Instituto de Oceonografia

Graduado (1983) e mestrado (1986) em Oceanografia Biológica pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG, doutorado em Ciências Biológicas pela University of East Anglia (1992), pós-doutorado no Departament of Ecology and Evolutionary Biology, Brown University (2002). Atualmente é professor titular no Instituto de Oceanografia – IO, FURG. Especialista em ecologia de populações vegetais e vem atuando no cultivo de plantas halófitas visando a recuperação de hábitats costeiros, tratamento de efluentes salinos, a agricultura salina e a produção de bioprodutos.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0564459901385144

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Publicado

2018-11-29

Edição

Seção

Artigos