Formigas (Hymenoptera: Formicidae) como indicadores da qualidade ambiental e da biodiversidade de outros invertebrados terrestres

Rogério Rosa da Silva, Carlos Roberto Ferreira Brandão

Resumo


Para embasar cientificamente programas de avaliação, conservação e manejo ambiental existe a necessidade de identificar espécies características de habitats ou formação vegetais e seus estados de sucessão, chamadas de indicadoras ou bioindicadoras. Recentemente a atenção tem-se concentrado no teste do poder destes indicadores da biodiversidade terreste, particularmente aqueles que possam melhorar as estimativas de riqueza de espécies dos grupos chamados de "hiperdiversos" (insetos, ácaros e outros aracnídeos, nematóides, fungos e microorganismos em geral). Isto se deve à dificuldade de se obter inventários completos sobre estes grupos e em virtude das urgentes demandas que envolvem as questões ambientais. As formigas são, em termos comparativos, especialmente apropriadas para serem usadas como bioindicadores por apresentarem abundância local alta e riqueza de espécies local e global também altas, além de apresentarem muitos táxons especializados, distribuição geográfica ampla, de serem facilmente amostradas e separadas em morfo-espécies e serem sensíveis às mudanças nas condições do ambiente. Como resultado, o estudo de comunidades locais de formigas tem se mostrado uma valiosa ferramenta de avaliação de condições ambientais em estudos de acompanhamento de áreas florestais e savanas pós-fogo e dos diferentes padrões de uso do solo. Além disso, dados sugerem que a riqueza de espécies de formigas é potencialmente útil para avaliações da biodiversidade de invertebrados em geral.

Palavras-chave


Formigas; Bioindicadores; Biodiversidade; Invertebrados terrestres

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Direitos autorais 1999 Rogério Rosa da Silva, Carlos Roberto Ferreira Brandão

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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