Comportamento materno e paterno em roedores

Autores

  • Mauro Luis Vieira Departamento de Psicologia Universidade Federal de Santa Catarina. Campus Universitário. Trindade 88049-900- Florianópolis – SC Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Comportamento parental, Interação social, Reprodução, Roedores, Psicologia comparativa

Resumo

Durante o comportamento reprodutivo, especialmente de mamíferos, constatam-se vários tipos de interações sociais. A geração de novos descendentes, para muitas espécies,  inicialmente, envolve a interação entre machos e fêmeas (cortejamento e acasalamento ). A partir do nascimento da prole surgem outros indivíduos. Mãe, pai e filhotes passam a constituir um sistema dinâmico e interdependente. Os cuidados parentais podem ser diferentes dependendo das condições físicas dos filhotes. Na grande maioria das espécies de roedores, o filhote é bastante dependente, principalmente da mãe, para sobreviver.  O pai também pode participar do cuidado à prole, embora não seja muito comum. Através desse artigo pretende –se apresentar evidencia empíricas e construções  teóricas que caracterizam o sistemas de motivação distintos, mas que podem atuar de forma interdependente.  Embora não possa haver comportamento parental sem filhotes, nem sempre o grau de influencia entre ambos é recíproco, tanto da mãe com o pai como entre os genitores e os  membros da prole. Através da analise comparativa envolvendo espécies com diferentes formas de organização social e, tendo como pano de fundo a Teoria da Evolução, podemos encontrar evidencias empíricas e teóricas que explicam a distinção, interação e conflitos envolvendo mãe, pai e filhotes em roedores.

Biografia do Autor

Mauro Luis Vieira, Departamento de Psicologia Universidade Federal de Santa Catarina. Campus Universitário. Trindade 88049-900- Florianópolis – SC Brasil

Mauro Luis Vieira  Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 Faço parte do quadro docente do Departamento de Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Obtive o título de Mestre (1991) e Doutor (1995) em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo. Fiz pós-doutorado na Dalhousie University em Halifax (Canadá) em 1999. Desenvolvi duas pesquisas nessa instituição sobre cuidados parentais e desenvolvimento de filhotes em uma espécie de roedor biparental, o Camundongo da Califórnia. Em dezembro de 2003 criei o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Desenvolvimento Infantil (NEPeDI). O referido núcleo, que reúne professores do Departamento de Psicologia, alunos de graduação e pós-graduação, tem como objetivo desenvolver pesquisas na área de cuidados parentais, desenvolvimento infantil e saúde. O referencial teórico-metodológico é a Psicologia Evolucionista. No entanto, são desenvolvidos projetos interdisciplinares com pesquisadores de outras abordagens teóricas. Os projetos atualmente desenvolvidos se referem ao estudo das concepções de pais e mães sobre o desenvolvimento infantil e sobre a importância da brincadeira para o desenvolvimento integral da criança. Estuda-se também como ocorre a interação entre pais (mãe e pai, quando for o caso) e as crianças. Trabalho na linha de pesquisa Saúde, Família e Desenvolvimento Psicológico do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFSC. Minha atuação está mais centrada na orientação de trabalhos de pesquisa que envolva a relação entre valores, crenças e práticas de pais e mães e o desenvolvimento infantil. Eu e meus alunos investigamos também aspectos da interação criança-criança com ênfase na brincadeira. Nesse tema (brincadeira) está sendo desenvolvido projeto de extensão em uma creche pública intitulado BrinquedoAção: Aprendendo e se divertindo com brinquedos desde 2005. Certificado pelo autor em 03/11/11

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Publicado

2003-01-01

Edição

Seção

Artigos