Mother-infant interactions in the albino mice (Mus musculus)

Rogério F. Guerra, Mauro L. Vieira

Resumo


O filhote roedor é, ao nascer, extremamente dependente de cuidados maternos e seguramente teria a sua sobrevivência dificultada na ausência da mãe ou de um conspecífico adulto que lhe despendesse algum cuidado parental. Com o objetivo de analisar o comportamento materno do camundongo, 12 fêmeas, com seus respectivos filhotes, foram observadas desde o parto até o 25º dia postpartum. Em relação às mães, observou-se que 1) Os tempos despendidos em contato físico com os filhotes e na arrumação do ninho decairam logo na primeira semana; 2) A limpeza materna dos filhotes decaiu após o 14º dia; 3) Os números de locomoções e de auto-limpeza (cabeça, patas e regiões ventral e dorsal) não sofreram alterações significativas durante o período de lactação. Em relação aos filhotes, observou-se que 1) A locomoção e a auto-limpeza surgiram por volta do 7º dia e aumentaram com a idade; 2) A arrumação do ninho e a limpeza-social (limpar e ser limpado por um outro filhote) surgiram por volta do 11º dia; 3) Os comportamentos ingestivos (comer e beber), que indicam independência física dos filhotes, surgiram em torno do 16º dia, período em que também ocorreu um aumento na atividade locomotora dos filhotes. Concluímos que a alteração mãe-filhote no camundongo é bastante dinâmica e a manutenção do vínculo depende tanto do comportamento do filhote quanto da própria mãe.

Palavras-chave


Comportamento materno; Contato físico; Locomoção; Limpeza; Arrumação do ninho; Comportamento ingestivo; Camundongo

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Direitos autorais 1989 Rogério F. Guerra, Mauro L. Vieira

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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