Anatomia óssea do cíngulo pélvico, da coxa e da perna do tamanduá bandeira Myrmecophaga tridactyla (Myrmecophagidae: Pilosa)

Priscilla Rosa Queiroz Ribeiro, André Luiz Quagliatto Santos, Rogério Rodrigues de Souza, Saulo Gonçalves Pereira, Daniela Cristina Silva Borges, Lucas de Assis Ribeiro, Tharlianne Alici Martins de Souza

Resumo


O tamanduá bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é a maior espécie de tamanduá do mundo. É um animal de hábitos terrestres, entretanto, apresenta alguma habilidade para escalar árvores e cupinzeiros altos. As estruturas esqueléticas duras são de importância vital, pois unem e protegem os órgãos moles e ajudam a sustentar o corpo, conferem forma e envolvem-se no movimento. O esqueleto apendicular é parte importante do aparelho locomotor, cujas informações anatômicas em espécies selvagens são escassas, tornando difícil a interpretação de dados relativos a esses ossos. Este artigo teve por objetivo descrever o esqueleto do cíngulo pélvico, coxa e perna do tamanduá bandeira. Foram utilizados dois espécimes de Myrmecophaga tridactyla Linnaeus (1758), fixados em solução aquosa de formaldeído a 3,7%. Inicialmente, os membros foram desarticulados e foi realizada a retirada da pele, vísceras e musculatura associada aos ossos do cíngulo pélvico, coxa e perna dos espécimes. Em seguida, eles foram macerados em água fervente e, posteriormente, colocados em solução de peróxido de hidrogênio. Depois de limpos e secos, os ossos foram identificados e descritos. O esqueleto do cíngulo pélvico do tamanduá bandeira é constituído pelo osso do quadril, formado pelos ossos ílio, púbis e ísquio; a coxa é constituída pelo osso fêmur; e a perna pelos ossos tíbia e fíbula. Na região da articulação do joelho encontra-se a patela, um osso sesamóide relativamente pequeno, considerando-se o grande porte desse animal. O tamanduá bandeira possui características osteológicas do cíngulo pélvico, da coxa e da perna semelhantes àquelas dos carnívoros domésticos, entretanto, algumas diferenças morfológicas são evidenciadas, o que pode refletir as diferenças dos padrões locomotores.




Palavras-chave


Locomoção; Osteologia; Xenarthras

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7925.2013v26n4p153

Direitos autorais 2013 Priscilla Rosa Queiroz Ribeiro, André Luiz Quagliatto Santos, Rogério Rodrigues de Souza, Saulo Gonçalves Pereira, Daniela Cristina Silva Borges, Lucas de Assis Ribeiro, Tharlianne Alici Martins de Souza

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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