O Partido Comunista Portugues, as nacionalizações, o controlo operário e a "batalha da producao". Estudo de caso na Revolucao Portuguesa (1974-1975)

Autores

  • Raquel Cardeira Varela Instituto de Historia Contemporanea - Instituto Internacional de Historia Social

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-3532.2011n6p38

Palavras-chave:

Controlo operário, Duplo poder, Revolucao social, Nacionalizações, Partido Comunista Portugues.

Resumo

A revolucao portuguesa começou em 25 de Abril de 1974 na sequencia de um golpe militar dirigido contra o regime salazar-marcelista e a sua guerra colonial e só foi derrotada 19 meses depois, de novo por um golpe militar, em 25 de Novembro de 1975. Foi durante a revolucao portuguesa que os principais sectores da economia – bancos, seguradoras, energia – foram nacionalizados. A primeira nacionalizacao dá-se por imposicao dos trabalhadores logo em Maio de 1974, mas o grosso das nacionalizações só vai dar-se depois de Março de 1975, já num quadro económico de uma queda de mais de 4% do PIB. Neste artigo vamos debruçar-nos sobre a história destas nacionalizações, a relacao do Partido Comunista Portugues com elas e sobretudo perceber se elas significaram o controlo operário sobre a producao e/ou serviram para reforçar a confiança e organizacao dos trabalhadores ou se, pelo contrário, foram uma forma de a burguesia portuguesa subtrair as fábricas e empresas ao controlo dos trabalhadores e salvá-las da ruina financeira depois do impacto da crise.

Biografia do Autor

Raquel Cardeira Varela, Instituto de Historia Contemporanea - Instituto Internacional de Historia Social

Historia Global do Trabalho

Publicado

2011-09-10

Edição

Seção

Dossiê