A utopia concreta de Gonçalves Correia: percurso e contexto de um anarquista alentejano singular

Autores

  • João Carlos Louçã Instituto de Estudos de Literatura Tradicional - Universidade Nova de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-3532.2013n9p90

Palavras-chave:

Portugal, 1ª República, anarco-sindicalismo, comunitarismo, utopia

Resumo

Na primeiras décadas do século passado, Portugal viveu períodos conturbados com a instauração da República e um proletariado, que apesar de essencialmente rural, descobria caminhos para a organização de classe ao mesmo tempo que sonhava com uma sociedade mais justa. Anarquistas e sindicalistas, a sua influência perdurou e permite ainda olhar para esses momentos como fundadores de muitas das práticas emancipadoras que sobreviveram ao século XX e sobrevivem ainda. António Gonçalves Correia foi protagonista desse tempo e dessas lutas e a sua vida cruza-se com a história do movimento operário português. Na sua radicalidade libertária tenta uma vida comunitária e a comuna que fundou no Alentejo, teve um papel preponderante na resistência dos trabalhadores rurais durante a greve geral de  novembro de 1918. A educação operária, os princípios da solidariedade e da igualdade, a auto-organização dos trabalhadores foram elementos fundamentais do seu pensamento e percurso.

Biografia do Autor

João Carlos Louçã, Instituto de Estudos de Literatura Tradicional - Universidade Nova de Lisboa

Doutorando em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa na área de poder, resistências e movimentos sociais.

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Publicado

2014-06-30

Edição

Seção

Artigos