Geoconservación y valoración del patrimonio minero: propuesta de un protocolo en áreas históricas de minería aurífera en Brasil

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/2177-5230.2026.e107972

Palabras clave:

Gestión del patrimonio, Sitios arqueo-mineros, Uso sostenible, Índices cuali-cuantitativos

Resumen

El artículo propone una metodología para valorar sitios del patrimonio minero en áreas de minería aurífera histórica en Brasil, con énfasis en Minas Gerais. El enfoque adapta críticamente modelos latinoamericanos y propone tres índices principales: Índice Minero-Patrimonial (IMP), Índice de Uso Potencial (IUP) e Índice de Adecuación (IAD). Estos índices evalúan aspectos como valor científico, educativo, acceso, uso actual, preservación y legislación, todos analizados mediante la escala Likert. Los resultados convergen en la elaboración de una Jerarquía Primaria de Sitios (JPS). La propuesta busca apoyar acciones de conservación, uso sostenible y planificación territorial, siendo aplicable a diversas realidades brasileñas.

Biografía del autor/a

Heloísa Silva Leão, Universidade Federal de São João del-Rei

Geógrafa formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGeog), na área de Análise Ambiental e Territorial. Tem experiência em pesquisas voltadas ao patrimônio geológico, minerário e espeleológico, com ênfase em inventários, diagnóstico ambiental e geoconservação. Participa de projetos acadêmicos desde a graduação e atualmente desenvolve estudos interdisciplinares que integram geodiversidade, espeleologia e gestão territorial. É membro do Vertentes Espeleogrupo (VEG), grupo atuante na pesquisa e conservação do patrimônio espeleológico.

Múcio do Amaral Figueiredo, Universidade Federal de São João del-Rei

Bacharel em Geografia (Instituto de Geociências, UFMG), Doutor em Ciências Naturais - Geologia Ambiental e Recursos Naturais (Escola de Minas, UFOP). É Professor da Universidade Federal de São João del-Rei - UFSJ, no Departamento de Geociências (DEGEO), e membro efetivo do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGeog) da mesma universidade. Possui experiência em análise ambiental e territorial; caracterização do meio físico; geoecologia de espaços naturais recreativos e/ou protegidos e conservados; estudos sobre turismo de natureza; geodiversidade, geoconservação, e patrimonialização cultural de ambientes naturais e/ou construídos.

Paulo de Tarso Amorim Castro, Universidade Federal de Ouro Preto

Professor titular na Universidade Federal de Ouro Preto, onde atua no ensino de graduação em Engenharia Geológica e no programa de Pós-graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais. É também professor permanente no Programa de Pós-graduação em Modelagem em Ciências da Terra e do Meio Ambiente, da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em geologia e meio ambiente, atuando principalmente nos seguintes temas: Quadrilátero Ferrífero, impactos socioambientais da mineração, sistemas aluviais, geoconservação e geoética. Participa do INCT In-TREE, colaborador no projeto "Modelagem Ambiental nos Biomas Caatinga e Mata Atlântica". Líder nos grupos de pesquisa do CNPq: Sistemas Fluviais em regiões Tropicais (formado em 2008); Geoética (formado em 2016) e Geodiversidade, Geopatrimônio, Geoconservação e Geoturismo (formado em 2010). Membro da Comissão de Geoética, da Sociedade Brasileira de Geologia, desde a sua fundação. Coordena a Comissão desde 2022.

Citas

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Archivos adicionales

Publicado

2026-05-05

Número

Sección

Artigos