Evolução espaço-temporal do albedo e da cobertura vegetal da superfície na bacia hidrográfica do alto curso do Rio Paraíba

Telma Lucia Bezerra Alves, Pedro Vieira de Azevedo, Carlos Antonio Costa dos Santos, Francineide Amorim Costa Santos

Resumo


O presente estudo teve como objetivo analisar a variação espaço-temporal do albedo e da cobertura vegetal da superfície na bacia hidrográfica do alto curso do Rio Paraíba, como importantes indicadores do processo de degradação das terras/desertificação. A bacia hidrográfica do alto curso engloba, total ou parcialmente, a área de 18 municípios, distribuídos nas microrregiões do Cariri Ocidental e Oriental do estado da Paraíba. As informações das duas variáveis foram obtidas de 168 imagens MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectro radiometer), correspondentes aos doze meses do ano no período de 2000-2013. O teste Mann-Kendall (MK) foi utilizado para identificação da tendência, ao nível de significância de α = 0,05. Os valores do albedo, índice de vegetação ajustada ao solo (IVAS) e estatística MK foram espacializados por krigagem, para geração de mapas temáticos. Os principais resultados evidenciaram que os valores médios do albedo da superfície variam entre 11 e 21%, com máximos em fevereiro e mínimos em julho. Os valores médios mensais do IVAS variaram entre 0,18 e 0,36, com máximos em abril e mínimos em outubro. A precipitação pluvial é a variável que condiciona a variação do índice de vegetação e do albedo na região. Os municípios de São Sebastião do Umbuzeiro e Congo apresentaram, respectivamente, os maiores e menores valores médios do IVAS, em virtude das características climáticas e do relevo do primeiro município, com altitudes mais elevadas, que propiciam mais umidade. O município de Congo apresentou os menores valores de IVAS (0,15), sendo possível identificar uma correlação inversa com os valores de albedo da superfície, em consequência da vegetação mais rala ou mesmo inexistente, caracterizando um processo de degradação das terras. As tendências para as duas variáveis: albedo da superfície (Z = - 1,259) e IVAS (Z = - 0,164) são decrescentes, porém não significativas. 


Palavras-chave


Degradação das terras; Precipitação pluvial; Sensoriamento remoto

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DOI: https://doi.org/10.5007/2177-5230.2018v33n66p147

Geosul, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. eISSN 2177-5230

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