Os Wapixána: uma situação de contato interétnico

Autores

  • Orlando Sampaio Silva Universidade Federal do Pará - Museu de Arqueologia e Etnologia USP

Palavras-chave:

Wapixána, Sociedade indígena, ONGs, Sociedade/natureza

Resumo

A ocupação do território do hoje Estado de Roraima, onde vivem os índios Wapixána e outros grupos tribais, por populações brancas teve início no século XVIII, com a implantação de um sistema econômico ligado ao criatório de gado. Nos dois séculos seguintes, a pecuária do “lavrado” foi praticada de forma exensiva e mediante o emprego de tecnologia de produção rudimentar. Supomos que estes fatos estão correlacionados com as formas pelas quais se concretizaram as situações em que os índios Wapixána (e outros grupos indígenas) passaram a se relacionar, desde o período histórico, com a frente pastoril aí implantada. Com o sistema econômico vigente neste longo período, a sociedade colonial engendrou formas de relacionamentos interétnicos com características específicas. O “dono” da terra e do gado - fazendeiro, arrendatário, posseiro “branco” - encontrou também nas populações indígenas “pacificadas” a força de trabalho de que necessitava apropriar-se. Os índios, a par da lenta progressão dos dominadores sobre os seus territórios, sobreviveram biologicamente e hoje resistem contra a perda das suas terras e se recusam a abrir mão de todos os seus padrões estruturais, sociais e culturais sobreviventes.

Biografia do Autor

Orlando Sampaio Silva, Universidade Federal do Pará - Museu de Arqueologia e Etnologia USP

Orlando Sampaio Silva nasceu em Bragança, estado do Pará, no dia 24 de janeiro de 1932. Fez seus cursos primários, secundário e superior em Belém, capital do estado, sendo Técnico em Contabilidade e Bacharel em Direito. É professor titular em Antropologia, da Universidade Federal do Pará – UFPA. É Mestre em Ciência (Antropologia) pela Escola Pós-Graduada de Ciências Sociais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, e Doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.

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Publicado

2001-01-01

Edição

Seção

Artigos