Kesuita, uma metáfora mítico-histórica

Autores

  • Aldo Litaiff UFSC - Florianópolis - SC

Palavras-chave:

Guarani, Etnohistória, Tradição, Contato

Resumo

Crenças guarani como Nhanderu Mirim, Terra sem mal, são vistas aqui como proposições axiomáticas não demonstráveis, como o sintético a priori kantiano. O mito é uma teoria oral da prática, que utiliza os astros e os elementos da natureza, como animais, vegetais etc., como ferramentas de conceitualização, ou, como diz Lévi-Strauss (1964), “suportes ideográficos”. Os mitos partem do homogeneidade inicial ou seja, do contínuo, em direção à pluralidade heterogênea, ou o descontínuo. Neste artigo pretendemos demonstrar que o discurso mítico pode ter uma ligação indireta ou mesmo direta com a realidade empírica. Ele é um modelo que fornece ferramentas conceituais, mas que vê a realidade de maneira provisória. A partir desta ótica, o mito pode ser visto como uma forma volátil de discurso, produzido pela sociedade, sobre a sociedade, e dirigido à sociedade.

Biografia do Autor

Aldo Litaiff, UFSC - Florianópolis - SC

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1986), mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (1991), doutorado em Antropologia Cultural - Universite de Montreal, Canadá (1999) e Pós-doutorado na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França (2005). Atualmente é pesquisador do Museu da Universidade Federal de Santa Catarina e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Estudos Interétnicos, Teoria Antropológica, Etnologia Guarani, Mitologia, Filosofia da Linguagem, Semiótica e Epistemologia; atuando principalmente nos seguintes temas: mitologia guarani, ecologia guarani, cultura/sociedade, mito-linguagem e comunicação.

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Publicado

2001-01-01

Edição

Seção

Artigos