As novas tecnologias reprodutivas e a velha oposição natureza/cultura na visão de M. Strathern

Autores

  • Fabíola Rohden Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

A antropologia tem sido cada vez mais levada a tratar de fenômenos surgidos recentemente e que, muitas vezes, perturbam os esquemas de compreensão das representações sociais já estabelecidos. Na área da produção científica de ponta, isto tem sido uma constante. As novas tecnologias reprodutivas, em particular, têm atraído bastante interesse. Isto porque ensejam discussões em torno da relação entre natureza e cultura, sexo, gênero e parentesco, e tantos outros temas caros aos antropólogos. O problema é que os trabalhos não raro ficam presos a análises mais circunscritas, deixando de fazer as necessárias conexões com uma discussão teórica mais abrangente, a qual dê lugar ao entendimento dos significados mais amplos de tão impactantes mudanças.

Biografia do Autor

Fabíola Rohden, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

É graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina (1992), com mestrado e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Atualmente é professora adjunta do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professora colaboradora do Departamento de Políticas e Instituições de Saúde do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, além de pesquisadora associada do Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos. Realiza pesquisas e assessorias nas áreas de relações de gênero, corpo, sexualidade, saúde, gênero e ciência e história da medicina no Brasil. Publicou uma série de trabalhos nesses tópicos entre os quais "Uma ciência da diferença: sexo e gênero na medicina da mulher" (Fiocruz, 2001) e "A arte de enganar a natureza: contracepção, aborto e infanticídio no início do século XX" (Fiocruz, 2003), livro vencedor do concurso promovido pela ANPOCS de melhor obra científica de Ciências Sociais no ano de 2003.

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Publicado

2002-01-01

Edição

Seção

Ensaio Bibliográfico