Antropologia de uma imagem “sem importância”

Autores

  • Etienne Samain Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Antropologia visual, Texto, Imagem

Resumo

O que pode oferecer a um historiador ou a um antropólogo uma imagem, geralmente considerada e conotada, em termos heurísticos, como sendo secundária ou, pelo menos, “sem grande importância”? Inquietante, no entanto, na sua capacidade de subverter as palavras, a imagem não é somente um terreno de “estudo” mas, sobremaneira, o espaço dado ao “imaginário humano”, individual e social, para ousar reivindicar e roer - também - um pedaço da realidade. Três percursos heurísticos em torno de uma única imagem são apresentados neste ensaio. Três percursos, em torno de uma imagem que “trabalha”, em torno de uma imagem que, metaforicamente, permanecerá, ao lado da escrita, uma “forma que pensa”.

Biografia do Autor

Etienne Samain, Universidade Estadual de Campinas

É antropólogo e teólogo. Pesquisador do CNPq (bolsista-produtividade A-1), professor titular no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e docente do Departamento de Cinema. Dentre os seus vários trabalhos destaca-se Moroneta Kamayurá. Mitos e aspectos da realidade social dos índios Kamayurá (Alto Xingu) e O Fotográfico (2ª edição, 2005). Atualmente, centra seus interesses na elaboração de uma Antropologia da Imagem (baseada nas obras do fundador da Iconologia, Aby Warburg), bem como numa Antropologia da Comunicação Humana, nos moldes de Gregory Bateson e dos trabalhos da Escola de Palo Alto. Nessa perspectiva, acaba de organizar um novo livro, intitulado O quê [como] pensam as imagens, com a colaboração de 22 pesquisadores brasileiros e estrangeiros , cujos resultados permitirão ampliar os questionamentos relativos à Epistemologia da Comunicação, tanto como a fundação de uma Antropologia da Imagem.

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Publicado

2003-01-01

Edição

Seção

Artigos