A produção antropológica sobre a articulação saúde, religião e corpo: conquistas, ressalvas e perspectivas

Armelle Giglio-Jacquemot

Resumo


O presente trabalho visa a discutir as contribuições à reflexão antropológica
dos trabalhos que inscrevem seu objeto na articulação “saúde, religião e corpo”.
Considera que esses trabalhos levaram a interrogar a pertinência científica do recorte
espontâneo, que postula a separação dos objetos da antropologia da saúde e da
antropologia religiosa, conquista importante que deve ser, entretanto, nuançada
pela constatação da adoção, sem distanciamento crítico até hoje, na leitura das
sociedades estudadas por antropólogos, de dicotomias expressivas da separação
que faz o conhecimento médico moderno entre o “médico” e o “religioso”. Termina
apontando para um campo de estudos que desenha perspectivas fecundas para o
futuro: o de pesquisas voltadas para a dimensão religiosa de universos e situações
terapêuticos que se apresentam e são vividos dentro de nossas sociedades como
indiscutivelmente médicos e não religiosos.

Palavras-chave


religião, biomedicina, saúde, antropologia médica, antropologia religiosa, crença, naturalismo médico, comportamentos terapêuticos, culturas religiosas

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Ilha R. Antr., Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC,  Florianópolis, SC, Brasil, ISSNe 2175-8034