Cultura brasileira e televisão – uma trajetória de debates e desafios atuais

Autores

  • Nara Maria Emanuelli Magalhães UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2008v10n2p37

Palavras-chave:

Televisão, Estudos de recepção, Cultura brasileira, Antropologia da mídia

Resumo

Este é um artigo que lança algumas reflexões ao campo antropológico quanto ao lugar da televisão no debate contemporâneo sobre cultura. Começando com a provocação de um texto que circulou na internet, sobre o programa Big brother, no qual um autor anônimo lamenta a “falta de cultura” no Brasil e se declara triste por “ser brasileiro”, o artigo coteja os resultados de uma pesquisa de etnografia de audiência realizada com pessoas pertencentes a camadas médias de uma cidade de médio porte do interior do Rio Grande do Sul, com um pensamento intelectual brasileiro sobre cultura. Interroga-se sobre a permanência da idéia de inautenticidade e de falta suposta no debate sobre televisão e cultura. Relaciona o ponto de vista dos pesquisados com um debate intelectual sobre o tema, percorrendo alguns momentos considerados emblemáticos em nossa história. Expõe várias concepções de cultura presentes no debate, aliadas a uma consideração monolítica sobre a importância e o lugar social do intelectual, e a uma desvalorização recorrente dos meios. Lança uma interrogação: a possível ausência dos meios na descrição das práticas das pessoas pesquisadas, quando o trabalho de campo não aborda diretamente a cultura massiva, pode ser resultado de uma certa idealização da cultura?

Biografia do Autor

Nara Maria Emanuelli Magalhães, UFRGS

Pesquisadora Associada ao Núcleo de Antropologia e Cidadania (NACI), do PPGAS/UFRGS, onde realizou Pós-Doutorado. Atua nas Linhas de Pesquisa "Classe, Cultura e Alteridade" e "Política, Etnia e Cidadania". É Professora Colaboradora no Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS. Doutora em Antropologia Social pelo PPGAS da UFSC, em 2004 e Mestre em Antropologia Social pelo PPGAS da UFRGS, em 1995. Atuou como docente na UFSM, no Instituto de Sociologia e Política; e na UNIJUI, Depto. de Ciências Sociais. Coordenou Projetos de Pesquisa e orientou alunos de Iniciação Científica, em pesquisas com dotação de recursos do CNPq e Fapers. Coordenou o GT " Antropólogos e as interpretações de interpretações da mídia", na VII Reunião de Antropologia do Mercosul, em julho 2007; coordenou também o GT "Diferenças e Desigualdades na Mídia: um olhar antropológico", durante a 26a. Reunião da ABA, em junho de 2008. Participa da equipe executora do Projeto "Porto Alegre Imaginada: representações dos cidadãos sobre a cidade", integrando o grupo "Albuns de família", para um estudo com famílias negras de Porto Alegre.

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Publicado

2008-12-15

Edição

Seção

Seção Temática: Antropologia e Comunicação