Xamãs e xamanismos: reflexões autobiográficas e intertextuais sobre a antropologia

Autores

  • Esther Jean Langdon UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2009v11n1-2p161

Palavras-chave:

Xamanismo, Xamãs contemporâneos, Reflexividade, Subjetividade, Intertextualidade

Resumo

O trabalho é uma reflexão autobiográfica sobre a adequação dos modelos antropológicos para o estudo das práticas xamânicas no Sul da Colômbia durante um período de quarenta anos. Meu paradigma inicial para o estudo do xamanismo partiu da tradição histórico-cultural da antropologia norteamericana de Boas até Geertz, na qual o xamanismo é visto como um sistema cultural que se transforma ao longo da história e do espaço. Dada a ausência de xamãs Siona praticantes durante os anos 1970, uma parte da minha tese de doutorado tratou da reconstrução do que pode ser considerada a tradição Siona do xamanismo, como expressada pelas narrativas e pelos mitos contados por aqueles que haviam recebido o treinamento xamânico. Neste trabalho, examino a reemergência dos xamãs Siona, enfocando a vida e a personalidade de seu xamã contemporâneo mais conhecido, e avalio a multiplicidade de fatores que têm contribuído para esse ressurgimento e sua expressão, tanto na região quanto na cena global.

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Publicado

2009-05-26

Edição

Seção

NÚMERO 2: Artigos