Humanos e Não Humanos na Antropologia

Autores

  • Sophie Houdart Université Paris Ouest Nanterre La Défense – Paris X, Paris, França

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2015v17n2p13

Palavras-chave:

Física, Escala, Antropologia Simétrica, Cosmos

Resumo

Às margens do lago de Genebra, com 27 km de diâmetro e localizado a 100 metros abaixo do solo, o Large Hadron Collider (LHC) constitui, atualmente, o maior e mais complexo dispositivo experimental jamais construído. As partículas, aceleradas a 99,9999991% da velocidade da luz, efetuam 11.245 voltas por segundo no acelerador e entram em colisão aproximadamente 600 milhões de vezes por segundo... Na literatura particularmente abundante que descreve o acelerador e lista os seus incontáveis aparatos, o desempenho técnico é comumente transmitido por uma ambição científica igualmente magistral: o LHC, ao oferecer a oportunidade de uma “viagem nas estruturas mais profundas da matéria”, tem por missão “a descoberta de leis fundamentais que regem o nosso universo”, e deve permitir elucidar até mesmo “os primeiros princípios que governaram a sua formação”. A fim de compreender mais atentamente as questões dessa máquina, a proposta aqui é descrever algumas das operações por meio das quais as partículas e o cosmos tornam-se comensuráveis.

Biografia do Autor

Sophie Houdart, Université Paris Ouest Nanterre La Défense – Paris X, Paris, França

Sophie Houdart é antropóloga do CNRS/França e professora na Université de Paris Oeste Nanterre. Membro do Laboratório de Etnologia e Sociologia Comparativa da Universidade de Paris X Nanterre.  Realizou várias pesquisas sobre o tema da criação e da inovação, especialmente no Japão. Publicou entre outras obras "La cour des miracles. Ethnologie d’un laboratoire japonais" (CNRS Éditions, 2008) e "Kuma Kengo. Une monographie décalée" (Éditions Donner Lieu, 2009).

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Publicado

2015-12-23

Edição

Seção

NÚMERO 2: Artigos