O mito da revolução, Guerreiro Ramos e o golpe de 1964

Autores

  • João Carlos Nogueira REAFRO Instituto Adolpho Bauer - RS

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2016v18n1p159

Resumo

Neste artigo, vamos perseguir a hipótese em algumas dimensões já exploradas no campo da Sociologia e da Ciência Política, sobre o político Guerreiro Ramos. Essa hipótese consiste no fato de que o sociólogo acreditava numa revolução social e política, mas era cético quanto aos seus atores: os partidos (PCB e PTB), por um lado; por outro, não verificava consistência na sociedade civil organizada, expressa pelos intelectuais reunidos no ISEB, por exemplo, sindicatos e movimentos urbanos e rurais. Esse paradoxo persegue as posições críticas de Guerreiro Ramos até o momento em que foi cassado pelo golpe militar, em abril de 1964. Outro propósito subsidiário de nossa hipótese é verificar também a contribuição do sociólogo e político para a Sociologia e a Ciência Política brasileira, considerando os projetos em disputa sobre o desenvolvimento em curso no país nos anos de 1950 e 1960, na esteira do golpe militar de 1964.

Biografia do Autor

João Carlos Nogueira, REAFRO Instituto Adolpho Bauer - RS

possui graduação em Filosofia pelo Instituto Estigmatino de Campinas (1961) , mestrado em Teologia Moral pela Pontificia Universitá Lateranense Accademia Alfonsiana (1983) , doutorado em Filosofia pela Universidade Católica de São Tomás de Aquino (1967) e pós-doutorado pela Université Catolique de Louvain (1975) . Atualmente é professor titular da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tem experiência na área de Filosofia , com ênfase em Ética. Atuando principalmente nos seguintes temas: Ética, Consciência Moral.

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Publicado

2016-10-19

Edição

Seção

Artigos