Cristo epistêmico

Autores

  • Elisa Larkin Nascimento IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2016v18n1p83

Resumo

Guerreiro Ramos exerceu sua “sociologia militante” no Teatro Experimental do Negro. Desde jovem, ele vinha elaborando sua ideia do “sujeito pistêmico”. Seu legado teórico dialoga com o pensamento sociológico contemporâneo internacional. A autora propõe uma leitura de Guerreiro Ramos em diálogo com autores como Agnes Heller, W. E. B. Du Bois e Manuel Castells, enfocando paradigmas como redução sociológica, vida cotidiana, carecimentos radicais, identidades de resistência e de projeto. Neste artigo examina-se o papel de Guerreiro Ramos na idealização do Concurso Cristo de Cor, iniciativa do Teatro Experimental do Negro em 1955, realçando o TEN como exemplo do “sujeito epistêmico”. São apreciados textos de Guerreiro Ramos sobre a pintura de Abdias Nascimento, escritos durante o período de exílio dos dois nos EUA, concluindo que a abordagem da estética negra nesse período dá continuidade ao enfoque sobre esse tema desenvolvido nos trabalhos anteriores de Guerreiro Ramos no TEN. 

Biografia do Autor

Elisa Larkin Nascimento, IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros Rio de Janeiro

Elisa Larkin Nascimento cursou dois anos na Universidade Princeton (1971-74) e completou sua graduação em ciências sociais, com honras, na Universidade do Estado de Nova York (EUA), recebendo o Bacharel em Artes, Summa Cum Laude, em 1976. Realizou o mestrado em ciências sociais (1978), bem como o Juris Doctor, Cum Laude (mestrado em direito com honras, 1981) na Universidade do Estado de Nova York. Completou o doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano da Universidade de São Paulo em 2000. Atualmente dirige o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO). Tem experiência nas áreas de Educação e Antropologia, com ênfase em Direitos Humanos, atuando principalmente nos seguintes temas: atitudes étnicas e raciais, sistemas africanos de conhecimento, negros (Brasil), diáspora africana e movimentos sociais.

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Publicado

2016-10-19

Edição

Seção

Artigos