Nada Menos que Apenas Nomes: os etnônimos seriais no sudoeste amazônico

Oscar Calavia Sáez

Resumo


http://dx.doi.org/10.5007/2175-8034.2016v18n2p149

A proliferação de etnônimos que não correspondem a unidades ou fronteiras sociais identificáveis tem sido uma caraterística da etnografia do sudoeste amazônico. Lá, a junção de um sufixo significando “povo” como virtualmente qualquer nome (especialmente de animais, mas também de plantas, acidentes geográficos ou qualidades morais) produz infindáveis listas de denominações étnicas nas diferentes línguas locais. Esse traço tem sido tratado dentro de um quadro realista/nominalista: tais nomes seriais poderiam ser um simples “ruído” etnográfico: informações e interpretações deturpadas que deveriam ser substituídas por nomes reais numa proporção biunívoca de um nome para cada povo. Postula-se que mesmo se não denotam unidades sociais reais e extensivas, os nomes seriais são, contudo, reais e desempenham tarefas também reais, eles conotam descrições múltiplas da rede social, dando passo a episódios de fissão e de fusão.


Palavras-chave


Etnônimos; Sudoeste Amazônico; Yaminawa; Perspectivismo; Pano

Texto completo:

PDF-A


DOI: http://dx.doi.org/10.5007/2175-8034.2016v18n2p149

Ilha R. Antr., Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC,  Florianópolis, SC, Brasil, ISSNe 2175-8034