Nomes, Subgrupos e Qualidades Totêmicas – Nas Águas de uma Sociologia Katukina (rio Biá, sudoeste amazônico)

Autores

  • Jeremy Deturche Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil
  • Kaio Domingues Hoffmann Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2016v18n2p99

Palavras-chave:

Katukina, Etnônimos, Etnologia, Amazônia, Organização Social

Resumo

O artigo parte de uma indagação sobre os subgrupos entre os Katukina do rio Biá. Vagas lembranças desses subgrupos, associados a seres diversos como animais e grupos humanos (Cocama, Kambeba e Miranha), põem em questão a possibilidade de uma continuidade lógica entre estes e aqueles na nomeação dos subgrupos katukina. O texto analisa as histórias envolvendo estes grupos e as ideias e eles associadas, bem como a organização atual katukina baseada no curso dos rios. Identifica-se então uma passagem entre o modelo subgrupo e o modelo fluvial que mostra a presença difusa das lógicas qualitativas nas relações sociais katukina. Os nomes permitem a fluidificação do sistema e nos deixam frente à assimetria deste, que revela algumas especificidades katukina desde a perspectiva regional.

Biografia do Autor

Jeremy Deturche, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil

Possui Doutorado em Etnologia - Université de Paris Ouest Nanterre la Défense, antiga Paris X-Nanterre (2009), com enfase em Etnologia Amérindia das Terras Baixas Amazonicas. Apos uma pesquisa bibliografica sobre o uso dos venenos na Amazonia indigena, a qual problematiza a existencia de um conceito de veneno, e efetuou um pesquisa de campo na França, no mundo rural da criação de gado leiteiro em Haute-Savoie. Em seguida começou uma pesquisa entre os Katukina do Rio Bia (estado de Amazonas) com foco na organização social e a historia, que foi o tema da tese de doutorado. Hoje pretende continuar o trabalho sobre esta região, com os Katukina, desenvolvendo uma pesquisa das relações cotidianas entre humanos e não humanos e retomar as pesqsuisas juntos a criadores de vacas entre França e Brasil com um foco na antropologia da tecnica. Professor na Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador do Coletivo de estudos em ambientes, percepções e práticas - UFSC.

Kaio Domingues Hoffmann, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil

Doutorando e mestre em antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Graduado (bacharel) em Ciências Sociais pela mesma universidade. É integrante do Núcleo de Estudos Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe (MUSA). Tem experiência em etnologia indígena.

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Publicado

2016-12-24

Edição

Seção

Artigos