De mulheres e outras ficções: contrapontos em antropologia e feminismo

Autores

  • Fabiana Maizza Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2017v19n1p103

Palavras-chave:

Feminismos, Antropologia, Corpo, Etnografia, Marilyn Strathern

Resumo

O artigo visa refletir sobre antropologia e feminismo, considerando um como ponto de vista privilegiado para se pensar o outro. Meu fio condutor é a reflexão crítica sobre o corpo e a divisão sexo/gênero presente tanto no pensamento feminista como na abordagem antropológica. Em um primeiro momento, como em um ensaio, explicito as questões levantadas pelos movimentos feministas para se pensar algumas das categorias analíticas utilizadas na antropologia; em seguida, reverto as posições e aponto para a contribuição de algumas descrições etnográficas – sobre Melanésia, Egito e Amazônia - que problematizam temas centrais às teorias feministas, como ‘corpo’, ‘sexo’ e ‘gênero’. Por um lado, o artigo visa defender o feminismo como posicionamento crítico na escrita etnográfica; e por outro, visa refletir sobre os desafios às formulações Ocidentais colocados por outros pontos de vistas, advindos da própria pesquisa etnográfica.

 

Biografia do Autor

Fabiana Maizza, Universidade de São Paulo

Pós-doutoranda Fapesp em Antropologia Social na Universidade de São Paulo (USP). Possui doutorado em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, mestrado, ou Diplôme d'études approfondies (DEA), em antropologia pela Universidade Paris X/Nanterre e mestrado, ou Maîtrise, em antropologia pela Universidade Paris V/René Descartes. Realizou pesquisa sobre o parentesco jarawara a partir das relações entre humanos e plantas cultivadas. Atualmente faz pós-doutorado na Universidade de São Paulo sobre a festa de saída das meninas jarawara em reclusão, o mariná, e seus efeitos na composição de uma agência feminina "levável" (towakama), "carregável" (weyena). É pesquisadora associada ao Centro de Estudos Ameríndios da Universidade de São Paulo (CEstA) e à Société des Américanistes (Musée du quai Branly), Paris.

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Publicado

2017-12-19

Edição

Seção

Artigos