Relações de substância e consumo de álcool entre os Mbyá-Guarani

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2017v19n1p137

Palavras-chave:

Relações de substância, Bebidas alcoólicas, Mbyá-Guarani

Resumo

Os Mbyá-Guarani costumam afirmar que a bebida alcoólica possui um espírito que não tem parente e por isso ao consumi-la a pessoa pode comprometer o vínculo social com os seus familiares. A partir dessa premissa proponho refletir sobre como o idioma da substancialidade que informa as relações de parentesco, sustenta a compreensão nativa sobre os efeitos gerados pelas bebidas alcoólicas introduzidas pelo contato, no âmbito das aldeias no Rio Grande do Sul.  Para tanto, considerarei os dados etnográficos que emergiram no contexto da pesquisa-ação sobre o consumo de álcool realizada junto aos Mbyá, entre os anos 2000 e 2004. Esses dados demonstram o quanto a lógica da substancialidade ordena as relações não só entre parentes Mbyá, mas também entre eles e os seres e ‘coisas’ advindas do mundo dos brancos.

Biografia do Autor

Luciane Ouriques Ferreira, Programa Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal de Santa Catarina

Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1997), mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001) e doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Entre fevereiro de 2011 e março de 2016 fez pós-doutorado em Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz e atualmente é bolsista PDJ/CNPq no PPGAS/UFSC e pesquisadora do INCT Brasil Plural. Presta consultorias e assessorias à projetos relativos à questão indígena realizados por organismos internacionais, organizações não governamentais e setores governamentais. Em sua trajetória adquiriu experiência de ensino, pesquisa e extensão, nos campos da Antropologia Social e da Saúde Coletiva, bem como em gestão de projetos e políticas públicas. As principais linhas de atuação são: etnologia, saúde e medicinas tradicionais indígenas, interculturalidade e etnicidade, gênero e políticas públicas.

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Publicado

2017-12-19

Edição

Seção

Artigos