Lupicínio Rodrigues e a Colônia Africana de Porto Alegre – Maneiras de Cantar como Maneiras de Sentir

Autores

  • Rafael de Menezes Bastos Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2018v20n1p67

Palavras-chave:

Antropologia da Canção, Lupicínio Rodrigues, Porto Alegre, Maneiras de Cantar (vocalidades), Sequencialidade

Resumo

O artigo tem como foco o compositor e cantor Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 1914-1974), tendo dupla temática: a articulação, na canção, entre as maneiras de cantar (vocalidades), a melodia e a letra; e a teatralidade na construção do cantor como ator. Subsidiariamente, tematiza também a sequencialidade intercancional, característica importante do pensamento ameríndio tomada como modelo de compreensão da presente canção. O estudo das maneiras de cantar (e tocar) – temática que me ocupa desde o começo da carreira – alcançou excelentes resultados para a análise da canção na música popular já em minhas pesquisas sobre Adoniran Barbosa. O presente artigo evidencia que a voz de Lupicínio nas canções consideradas (Vingança e Nunca) é antes a do homem que a do macho, apontando para um horizonte de relações simétricas de gênero.

Biografia do Autor

Rafael de Menezes Bastos, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Possui bacharelado em Música pela Universidade de Brasília (1968), mestrado em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (1976) e doutorado em Ciência Social (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (1990). Professor Titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, onde coordena o núcleo de estudos "Arte, Cultura e Sociedade na America Latina e Caribe" (MUSA). Foi professor e/ou pesquisador visitante de várias universidades europeias (Portugal, França) e americanas (Estados Unidos, Canadá). Publicou mais de cem artigos e capítulos de livros, dois livros autorais e uma coletânea. Atua como conselheiro editorial de várias publicações no Brasil e no estrangeiro. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Etnologia e Etnomusicologia Indígenas, atuando principalmente nos seguintes temas: música nas terras baixas da América do sul, Alto Xingu, música popular, Santa Catarina e música na América Latina e Caribe. É a favor da manutenção e valorização do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e do retorno à normalidade democrática

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Publicado

2018-10-01

Edição

Seção

Dossiê Sons e Etnografias