Uma antropologia da transmissão: mosquitos, mulheres e epidemia de Zika no Brasil

Autores

  • Luísa Reis Castro Programa de Pós-Graduação em História, Antropologia e Ciência, Tecnologia e Sociedade (HASTS) / Massachusetts Institute of Technology (MIT)
  • Carolina de Oliveira Nogueira Rede Zika e Ciências Sociais, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2020v22n2p21

Resumo

No Brasil, Zika é apresentado como um vírus transmitido somente por mosquitos e a epidemia como uma preocupação somente para mulheres. Para examinar essa errônea caracterização, este artigo investiga as múltiplas rotas de transmissão do vírus Zika: transmissão vetorial (através da picada de um mosquito), transmissão por fluidos (através, por exemplo, do sêmen) e transmissão vertical (através da placenta para o feto no útero). Ao analisarmos a passagem de patógenos de um organismo para outro e as formas como essas passagens são entendidas, investigadas e (des)consideradas, abordamos, simultaneamente, aspectos biológicos e culturais. Argumentamos que uma antropologia, centrada na transmissão, permite elucidar as materialidades corporais, os significados simbólicos e as consequências políticas do movimento de patógenos de um organismo para outro, como relações entre humanos e não humanos. Sugerimos que essa “antropologia da transmissão” também possibilita o desenvolvimento de políticas públicas mais abrangentes e inclusivas.

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Publicado

2020-11-23

Como Citar

REIS CASTRO, Luísa; NOGUEIRA, Carolina de Oliveira. Uma antropologia da transmissão: mosquitos, mulheres e epidemia de Zika no Brasil. Ilha Revista de Antropologia, Florianópolis, v. 22, n. 2, p. 21–62, 2020. DOI: 10.5007/2175-8034.2020v22n2p21. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/67583. Acesso em: 23 maio. 2024.

Edição

Seção

Antropologia e as outras Ciências da Epidemia do Vïrus Zika