Os florotaninos e fenóis de algas pardas (Phaeophyceae)

Renato Crespo Pereira, Yocie Yoneshigue-Valentin, Valeria Laneuville Teixeira, Alphonse Kelecom

Resumo


O floroglucinol e seus derivados, assim como outras substâncias fenólicas são abundantes em algas pardas. Apresentando estruturas bastante diversificadas, ampla atividade biológica e grande concentração em diferentes espécies, demonstram relevantes papeis fisio1ógicos e ecológicos no meio marinho, contribuindo para a maior sobrevivência das algas pardas em vias gerais. Atualmente são conhecidos lO5 metabólitos pertencentes a diferentes classes e presentes em 49 espécies de algas pardas, compreendendo o floroglucinol, 4 fucóis, 8 floretóis, 30 fuco-floretóis, 17 fu-halóis, 14 ecóis, 4 alquil-fenóis, 13 acil-fenóis, 2 halo-floroglucinol, 3 halo-floretóis, 2 halo-ecóis, 3 alcoóis benzílicos, 2 prenil-toluóis e 2 derivados sulfatados. Estes metabólitos foram classificados através de vias biossintéticas originadas no precursor floroglucinol. A ampla distribuição desses derivados fenólicos nas algas pardas sugere a sua utilização como prováveis marcadores taxonômicos e filogenéticos da classe Phaeophyceae, podendo fornecer importantes contribuições para a elucidação dos limites de separação das algas deste grupo.

Palavras-chave


Florotaninos; fenôis, alga parda; Phaeophyceae; derivados fenólicos; marcadores taxonômicos; marcadores filogenéticos; Bioquímica Vegetal; estrutura química fenóis.

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