Subjetividade ecológica e objetivismo lírico nos poemas de Arthur Rimbaud
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-7917.2026.e107977Palavras-chave:
Arthur Rimbaud, subjetividade, poesia líricaResumo
Exaustivamente vinculado à expressão de um sentimento pessoal desde o Romantismo, o lirismo se estabelece em Arthur Rimbaud a partir de uma subjetividade ampliada e fora de si. Em seus poemas, é possível identificar não somente que a natureza escapa da condição passiva de contemplação do sujeito lírico, mas também que a subjetividade adquire uma dimensão ecológica e geocentrada, manifestando um “objetivismo lírico”. Este estudo buscou rastrear procedimentos estilísticos com que Arthur Rimbaud associa o lirismo a um sentimento da natureza, especificamente nos poemas “Sensation” e “Les reparties de Nina”, à luz de Berque (1998), Collot (2011), Giusto (1980), Eigeldinger (1981), Kondratov (1972), entre outros. A leitura dos poemas apontou elementos como a conjugação verbal vinculada à tactibilidade, o elo entre a progressão estrófica e os estágios da fusão subjetivo-objetivo e a biofonia como demarcação acústica da paisagem.
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