Mito e representação feminina em "O Forte" de Adonias Filho

Autores

  • Luciano Santos Neiva Universidade Estadual de Santa Cruz/ Professor Colaborador
  • Sandra Maria Pereira do Sacramento UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ/PROFESSORA TITULAR DE TEORIA DA LITERATURA

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2012v17n1p221

Palavras-chave:

Linguagem, Representações, Mito, Identidade feminina

Resumo

Com o objetivo de analisar os aspectos que tornam as representações de gênero como atualizadoras da redefinição da construção identitária, em contraponto ao legado fonofalologocêntrico eurodescendente, a partir da constituição do mito em O Forte de Adonias Filho; este artigo parte do princípio de que natureza fragmentada do ser humano contraria a pretensa homogeneização do ser, moldada pela abstrata universalidade moderna, cuja máxima é a racionalidade. Tal racionalidade ocidental, falocêntrica, branca, ignorou a heterogeneidade e não permitiu o surgimento de outras vozes, enquanto sujeitos do conhecimento. O presente artigo parte da hipótese de que o Forte é um elemento totêmico e desencadeia as relações míticas, que estabelecem tabus e possibilita – por ser o mito uma entidade pré-lógica ocidental – uma redefinição das representações femininas, em contraponto ao legado fonofalologocêntrico eurodescendente, ao longo das narrativas. O amor incondicional de Adonias Filho à condição humana nos permitiu, neste artigo, adentrar no recôndito de seres, marcados tanto pelo espaço, quanto pelo tempo, numa dimensão mítica. Se a memória do discurso ocidental revelou, em sua formação, pela via da padronização e da racionalização, princípios como a unidade, o fechamento, a ordem, o anseio do absoluto e a racionalidade, a memória mítica transpõe o pré-dado, possibilitando o olhar multifacetado.

Biografia do Autor

Luciano Santos Neiva, Universidade Estadual de Santa Cruz/ Professor Colaborador

Mestre em Linguagens e Representações pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Possui graduação em Letras com Inglês pela Universidade Estadual de Santa Cruz (1997), em Teologia pela Faculdade de Teologia Hokemãh (2006) e em Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2008). Atua com Estudos de Gênero, Metodologia Científica, Teoria Literária e Literatura Brasileira.

Sandra Maria Pereira do Sacramento, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ/PROFESSORA TITULAR DE TEORIA DA LITERATURA

Doutora em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Atualmente é professora titular (plena) em Teoria Literária, na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, Bahia, em Teoria da Literatura, onde coordenou o programa em Letras: Linguagens e Representações, aprovado pela Capes, em 2007. É membro do GT Mulher e Literatura da ANPOLL, da Rede de Estudos Avançados em Leitura. - RELER, grupo ligado à Cátedra UNESCO de Leitura- PUC/Rio. Nos últimos anos, obteve: em 2003, bolsa DCR/CNPq; em 2006, bolsa de AT/CNPq; em 2007, Apoio à Organização de Eventos no País PAEP/CAPES; em 2008, Auxílio à Participação em Eventos Científicos Internacionais AVG/CNPq; em 2009, Apoio à Organização de Eventos no País PAEP/CAPES.

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Publicado

2012-05-23

Como Citar

NEIVA, L. S.; SACRAMENTO, S. M. P. do. Mito e representação feminina em "O Forte" de Adonias Filho. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 221-240, 2012. DOI: 10.5007/2175-7917.2012v17n1p221. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2012v17n1p221. Acesso em: 12 abr. 2021.

Edição

Seção

Artigos