As fotografias de Aby Warburg na América: índios, imagens e ruinas

Autores

  • Claudia Mattos Unicamp
  • Joseph Imorde Instituto de História e Teoria da Arquitetura da Universidade Federal de Tecnologia (ETH) em Zurique

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2014v19n1p147

Palavras-chave:

História da Arte, Aby Warburg, Fotografia, América

Resumo

O presente artigo analisa a importância e os usos que Aby Warburg faz do meio fotográfico durante sua viagem para o sudoeste americano. Partindo de uma análise da importância da fotografia para a construção do próprio campo da História da Arte, procuraremos demostrar que ela funcionou como um instrumento fundamental também para Warburg ao longo de toda sua carreira, mas especialmente em seu processo de imersão na cultura dos Índios Hopi durante sua estada na América. Ao longo do texto, mostraremos como no encontro com a realidade dessas populações americanas, Warburg usou a fotografia como elemento de mediação e distanciamento com relação a seu objeto de pesquisa. Por último, levantaremos algumas questões políticas implicadas neste encontro, produzido essencialmente através das lentes de sua máquina fotográfica. Em sintonia com a crítica de David Freedberg ao autor, nos perguntamos sobre a capacidade de Warburg de debruçar-se verdadeiramente sobre a cultura Hopi, indagando se, em última instância, na distante América, ele não teria simplesmente produzido um encontro consigo mesmo. 

Biografia do Autor

Claudia Mattos, Unicamp

Claudia Mattos realizou seu doutorado na Universidade Livre de Berlin em 1996. Fez pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas (1997 2000) e no Courtauld Institute de Londres (2001). Atualmente é professora Livre-Docente do Instituto de Artes e do Instituto de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Unicamp. Foi professora visitante junto ao Getty Research Institute de Los Angeles (2012) e atualmente coordena um programa de professores visitante do Getty na Unicamp. Suas pesquisas abarcam os campos das artes nos séculos XIX e XX e teoria da arte.

Joseph Imorde, Instituto de História e Teoria da Arquitetura da Universidade Federal de Tecnologia (ETH) em Zurique

Joseph Imorde estudou história da arte, filosofia e teoria da música em Bochum, Roma e Berlin. Realizou seu doutorado sobre arquitetura efêmera no Barroco Romano e passou a lecionar no Instituto de História e Teoria da Arquitetura da Universidade Federal de Tecnologia (ETH) em Zurique. Em 2008 realizou sua Livre-Docência junto à Universidade de Tecnologia de Dresden, o que resultou na publicação do livro Michelangelo Deutsch!, e foi contratado no mesmo ano como Professor Titular de História da Arte na Universidade de Siegen. Foi professor visitante junto ao Getty Research Institute em 2012.

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Publicado

2014-06-13

Como Citar

MATTOS, C.; IMORDE, J. As fotografias de Aby Warburg na América: índios, imagens e ruinas. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 147-157, 2014. DOI: 10.5007/2175-7917.2014v19n1p147. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2014v19n1p147. Acesso em: 23 nov. 2020.

Edição

Seção

Seção Temática Coleções Literárias: textos/imagens