Memória rastro em poemas de Conceição Evaristo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2019v24n1p13

Resumo

A poesia de Conceição Evaristo é conhecida por desvelar aquilo que há muito permaneceu encoberto: a voz negra feminina, uma voz que, paradoxalmente, sempre existiu, mas era ecoada em ouvidos ensurdecidos. Agora, os tantos gritos perdidos da diferença podem ser ouvidos e os ouvidos são colocados à prova, pois reconhecer e vislumbrar a ausência trazida pelos signos – quando antes acreditávamos que eles traziam a presença – não é tarefa fácil. Assim, pois, entendemos e nos propomos a analisar os poemas da autora: sua poesia encerra o rastro – a ausência, o outro, que carrega em si uma potencialidade significativa justamente enquanto é sombra, pois as vozes negras estão em cena, mas, ainda, não estão à luz, entretanto estar à sombra se faz potência. Para esta discussão, evocaremos, portanto, o conceito derridiano de rastro num diálogo com o conceito de memória, por considerarmos que é através da memória daquelas vozes que se constroem os rastros na poesia de Conceição Evaristo.

Biografia do Autor

Rosana Arruda de Souza, Universidade Federal de Mato Grosso

Doutoranda em estudos de linguagem, com concentração na área de estudos literários, pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem, da Universidade Federal de Mato Grosso. Mestre em estudos de linguagem, com concentração na área de estudos literários, pelo mesmo programa e pela mesma universidade (2017). Graduada em Letras/Literatura pela Universidade Federal de Mato Grosso (2014). Atuou como professora substituta no Departamento de Letras da UFMT, no período de 2016-2018.

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Publicado

2019-08-26

Como Citar

ARRUDA DE SOUZA, Rosana. Memória rastro em poemas de Conceição Evaristo. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 24, n. 1, p. 13–22, 2019. DOI: 10.5007/2175-7917.2019v24n1p13. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2019v24n1p13. Acesso em: 28 maio. 2024.

Edição

Seção

Representações afro-brasileiras: uma homenagem a Conceição Evaristo