TransmutAção: ancestralidade na poética de BNegão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2020v25n2p161

Palavras-chave:

Performance, Temporalidade, Ritmo

Resumo

Este artigo pretende analisar três canções do disco TransmutAção, do rapper BNegão, em conjunto com o grupo Seletores de Frequência. A análise tem como centralidade uma performance específica dos artistas, feita no Centro Cultural Vila Verde, em São Paulo, em 2015, na qual ancestralidade e ritmo marcam os ensinamentos do tempo e demarcam a dádiva do momento presente. A análise tem como principal fundamento as ideias de Paul Zumthor por evidenciar, principalmente, questões relativas à performance e como essa se constitui. O texto ainda abrange a noção de performance por seu caráter ritualístico que envolve espiritualidade (neste caso, pelo conteúdo da mensagem de Bnegão) e por seu caráter poético-musical que realiza uma invocação do momento presente, priorizando o aqui e o agora dos integrantes do ato poético. O artigo explora a performance como um todo, analisando a música, a poesia, o gesto e a constituição do acontecimento. Em alguns momentos, ainda, o disco é citado como um todo, enquanto obra, por carregar uma mensagem que atravessa todas as canções.

 

Biografia do Autor

Ellen Berezoschi, Universidade Federal de Santa Catarina

Bolsista Fapesc de Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina. É mestra em Literatura pelo mesmo Programa. Estuda rap, oralidade e performance, bem como assuntos relacionados à diáspora africana e os impactos culturais percebidos a partir do processo colonial.

Referências

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Publicado

2020-10-06

Como Citar

BEREZOSCHI, E. TransmutAção: ancestralidade na poética de BNegão. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 25, n. 2, p. 161-171, 2020. DOI: 10.5007/2175-7917.2020v25n2p161. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2020v25n2p161. Acesso em: 25 nov. 2020.

Edição

Seção

Dossiê "Poéticas da Voz"