Amor(es) de Clarice e Rui Torres

Keilla Conceição Petrin Grande

Resumo


Este trabalho, buscando demonstrar uma das várias formas de diálogo entre as literaturas de expressão portuguesa, propõe uma análise do conto Amor, de Clarice Lispector e do poema Amor de Clarice, de Rui Torres. Levando em consideração que o poema parte de um texto preexistente, ou um “hipotexto”, segundo definição de Genette, analisaremos essas produções sob a ótica da tradução intersemiótica, de acordo com os trabalhos de Julio Plaza e Claus Clüver, já que esses teóricos tratam a “tradução” menos como uma transferência de sentido do original, que deve a ele se subordinar, que uma atividade a qual implica criação, portanto, transformação. A (re)escrita de Torres propõe, conforme o poeta, uma forma de fazer crítica literária na contemporaneidade. Assim, este estudo se desenvolverá no sentido de analisar como os elementos do texto clariceano foram (re)elaborados, (re)criados, transformados no poema de Rui e de que forma um trabalho do século XXI pode lançar novos questionamentos, novas perspectivas e novas reflexões a um texto do século passado.

 


Palavras-chave


Literatura lusófona; Tradução intersemiótica; Clarice Lispector; Rui Torres.

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7917.2013v18n2p139

Direitos autorais 2013 Keilla Conceição Petrin Grande

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