Reconstrução de Toledo - a intertextualidade como fator de composição no poema “Toledo”, de Murilo Mendes
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-7917.2013v18n1p84Resumen
Este artigo analisa o poema “Toledo”, de Murilo Mendes, publicado no livro Tempo Espanhol, de 1959, pelo viés da memória e da experiência a partir da intertextualidade e da realidade. Observa-se no texto poético a relação de Mendes com elementos arquitetônicos da cidade de Toledo, com escritores ligados a ela, como Miguel de Cervantes e Lope de Vega, e com o artista renascentista El Greco. Tal ligação é criada por meio de um diálogo intertextual elaborado pelo poeta brasileiro em uma espécie de construção afetiva de reminiscências e nostalgia. Ao inserir no poema elementos culturais da Espanha, o poeta permite a comunicação entre seu eu-lírico e as outras vozes introduzidas pela referência entre textos. Além do passado, o poeta também constrói relações intertextuais entre o eu-lírico, seu contexto e a influência que a cidade espanhola de Toledo lhe suscita. Desses contatos, surge a imagem de um país em mudanças, em um movimento de tensão entre a história, a cultura – as lembranças – e a necessidade atual de evolução. Surge também o conflito pessoal dessa voz poética, que observa esse conflito entre a nostalgia e a solidão.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.