Macabéa, a estrela-flor: uma leitura de Macabéa: flor de mulungu, de Conceição Evaristo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2026.e110640

Palavras-chave:

Macabéa, Conceição Evaristo, escrevivência, fabulação crítica, restituição da interioridade

Resumo

Discutindo a prática literária e política da escrevivência de Conceição Evaristo – e relacionando-a com o método da fabulação crítica de Saidiya Hartman, o qual possibilita uma contra-História pelo ato de narrar, e com o projeto da restituição da interioridade de Djaimilia Pereira de Almeida, em que escritores e artistas diaspóricos estão coletivamente engajados –, este artigo pretende analisar a personagem Macabéa reescrita por Evaristo em seu livro Macabéa: flor de mulungu, de forma a destacar a sua escrevivência como fundamental para a sua releitura da protagonista de A hora da estrela, de Clarice Lispector. Desse modo, a intenção deste trabalho não é simplesmente discutir comparativamente as duas Macabéas, mas também mostrar como a protagonista da obra de Evaristo e a própria autora (a)firmam-se em uma coletividade, escrevivendo-se e se tornando porta-vozes de outras mulheres.

Biografia do Autor

Maria Fernanda Silva de Carvalho, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutoranda em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina. É licenciada em Letras – Língua Portuguesa (2016) e mestra em Literatura (2019) pela mesma instituição. É também professora efetiva de Língua Portuguesa e Literatura da Secretaria do Estado de Educação de Santa Catarina.

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Publicado

16.09.2026

Como Citar

CARVALHO, Maria Fernanda Silva de. Macabéa, a estrela-flor: uma leitura de Macabéa: flor de mulungu, de Conceição Evaristo. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 31, p. 01–11, 2026. DOI: 10.5007/2175-7917.2026.e110640. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/110640. Acesso em: 22 set. 2026.

Edição

Seção

Dossiê “Representações de indígenas e afro-brasileiros(as) na literatura contemporânea"