Muitas rosas e um enigma a partir de “O Relógio do Rosário”

Autores

  • Filipe Manzoni Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-784X.2017v17n28p77

Palavras-chave:

Claro enigma, A Máquina do mundo, Relógio do Rosário

Resumo

 Nosso trabalho busca reler algumas tópicas tradicionais da crítica que se voltou para Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade, retomadas a partir de seu último poema, “O Relógio do Rosário”. Buscamos observar o quanto o poema em questão parece articular alguns dos mesmos elementos que se tornaram centrais para contextos muito célebres de leitura da obra drummondiana (tais como a contraposição entre as imagens da rosa presentes em A rosa do povo e em Claro enigma ou as mais diversas implicações do encontro aporético com “A máquina do mundo”), oferecendo, porém, um desfecho sutilmente diferente para alguns de seus impasses. “Relógio do Rosário” se colocaria assim como um poema que nos permitiria reconfigurar uma leitura tradicional de Drummond, uma espécie de ponto de inflexão que nos possibilitará reabrir algumas conclusões tradicionais da crítica drummondiana.

Biografia do Autor

Filipe Manzoni, Universidade Federal de Santa Catarina

Bolsista Capes de Doutorado

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Publicado

2018-03-16