Sombras e agua fresca

Elisabete de Almeida Esteves

Resumo


Na tentativa de aproximação dos procedimentos de Raúl Antelo, este ensaio constrói teias e tece relações etimológicas entre termos que passam pelo colporteur, o vocábulo árabe El-Matrac, o mascate, a palavra tract do francês, em português panfleto, e propõe um avizinhamento com as atividades dos aguadeiros. A conjunção sugerida desemboca no achamento da água no subúrbio do Rio de Janeiro e sua posterior comercialização pelas mãos do aguadeiro Domingos Camões. Mediante o cruzamento desses termos e informações, frente ao topônimo carioca ‒ o bairro de Água Santa ‒  o texto sugere o reencantamento do mundo e a reativação da história (ainda que inventada, ficcionada), bem como a postura anti-teológico-política para “uma crítica que resgate o caráter acéfalo da existência”, que Antelo nos desafia a assumir.

Palavras-chave


Colportor; Aguadeiro; Água Santa

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2018v18n29p155

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Boletim de Pesquisa NELIC, ISSNe 1984-784X, Florianópolis, SC, Brasil.

 

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