Estado gel do corpo ficcional em 'Rosa canina' e "Flores", de Mario Bellatin

Isabel Jasinski

Resumo


Mario Bellatin cria um espaço de sentido peculiar na ficção, relacionado à expressão visual e performática da linguagem. Assim, escrever se apresenta como linguagem do corpo em seu projeto literário, um território de significância constantemente desterritorializado por sensações conectadas ao jogo narrativo, com imagens e símbolos, nas ações literárias. Um sentido de destruição criativa constitui o paradoxo expresso pela ficção como corpo e pelo corpo como ficção, naquilo que consideramos a “escrita nômade” de Bellatin, por meio da anormalidade dos personagens, da sua sexualidade e sua religiosidade, como se pode comprovar em Flores (2000), especialmente em “Rosa canina”, publicado online pela Cosac Naify em 2009. A posição adotada pelo protagonista nessa obra parece indicar um “regime de significação” específico, como entende Josefina Ludmer, segundo o qual arte e realidade, ficção e biografia apagam suas fronteiras num “estado gel do intercâmbio”.


Palavras-chave


Mario Bellatin; Escrita Nômade; Ilhas Urbanas

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2015v15n23p51

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