Psicologia: uma concepção histórico-filosófica

Clara Virginia de Queiroz Pinheiro, Ricardo Augusto de Oliveira

Resumo


Este artigo trata da constituição da psicologia ocidental segundo Michel Foucault em As palavras e as coisas. Esse tema é disposto a partir de sua perspectiva arqueológica (histórico-filosófica), que considera a psicologia forma cultural humanista, sendo desdobrado em quatro momentos. O primeiro estabelece os discursos, seculo XVI e inicio do século XVII, de um Deus concreto. O segundo, segunda metade do seculo XVII e final do seculo XVIII, sustenta um ser divino e representacionista. No primeiro e segundo momentos, não é possível psicologia, pois não existe a figura homem no espaço dos discursos. O terceiro denota urn ser discursivo humano, constituido no seculo XIX, possibilitando algumas reflexoes, dentre elas, a psicologia. O ultimo, como considerações finais, organiza o espaco das ciências humanas, também no século XIX, e, em particular, a psicologia. Além disso, demonstra, por meio dos discursos da psicanálise, filosofia de Nietzsche e literatura, o fim do humanismo da Modernidade.


Palavras-chave


Michel Foucault; Arqueologia; Finitude humana; Psicologia

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Direitos autorais 2005 Clara Virginia de Queiroz Pinheiro, Ricardo Augusto de Oliveira

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

R. Ci. Hum. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, ISSNe 2178-4582

Creative Commons License Todo o conteúdo do periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons

 

.