O caminho, a experiência e a aventura

Autores

  • Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro UFSC - Florianópolis - SC

DOI:

https://doi.org/10.5007/2178-4582.2009v43n1p265

Palavras-chave:

Aventura, modernidade colonial, animalidade, Tarzan.

Resumo

Acompanhando o itinerário demarcado pelas palavras do título, o artigo se divide em quatro partes. Na primeira, após um prelúdio sobre os escritos de Georg Simmel, o tema do milagre do caminho como diferença do humano em relação ao animal orienta, por meio de uma interrogação histórica, um questionamento sobre o conceito de vida na modernidade. Na segunda, a questão da modernidade é desdobrada em torno do motivo da destruição ou expropriação da experiência, tal como discutido por Simmel e Walter Benjamin (entre outros). Na terceira, uma leitura de A aventura, ensaio de 1911 de Simmel, possibilita interrogar a colonialidade como condição da modernidade. Na quarta, retomando a questão da diferença entre humano e animal em relação à discussão sobre aventura, colonialidade e modernidade, esboça-se uma compreensão do conjunto das narrativas de Tarzan como exemplo paradigmático de narrativas de aventura coloniais-modernas que, ademais, articulam discursos sobre a diferença entre humano e animal.

 

Biografia do Autor

Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro, UFSC - Florianópolis - SC

Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2008) e graduado em Ciências Sociais com Habilitação em Antropologia pela Universidade de Brasília (2005), onde passou pelo Programa de Educação Tutorial em Ciências Sociais, coordenado pelo Departamento de Sociologia. Sócio da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC) e da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (Socine), tendo participado de eventos recentes das três entidades.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2009-01-01

Edição

Seção

Dossiê