“A cidade não somos nós”: tempo e espaço na narrativa de um morador de ocupação urbana

Natalia Cristina Batista, Thiago Canettieri

Resumo


Historicamente, a sociedade brasileira pautou-se na prática cotidiana da segregação dos pobres, processo que se estende do período colonial até o presente. A cidade de Belo Horizonte seguiu a mesma trajetória segregacionista, mas apresenta singularidades em sua conformação histórica e geográfica. A partir dos anos 2000 surgiram na cidade diversas ocupações urbanas que visavam diminuir o déficit habitacional e proporcionar a possibilidade de moraria (ainda que precária) aos habitantes sem residência. Nosso objetivo neste artigo é compreender como essas ocupações se inserem do cotidiano da cidade e como elas contribuem para a compreensão da segregação histórica da cidade. Para alcançar tais objetivos utilizaremos a metodologia da História Oral, que nos permitirá descortinar possibilidades interpretativas sobre as relações desses moradores das ocupações urbanas com a cidade de Belo Horizonte e com suas próprias trajetórias de exclusão associadas a condição de pobreza e opressão.


Palavras-chave


História oral; segregação urbana; Belo Horizonte

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DOI: https://doi.org/10.5007/2178-4582.2015v49n1p181

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R. Ci. Hum. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, ISSNe 2178-4582

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