A Mata Atlântica cede lugar a outros usos da terra em Santa Catarina, Brasil

Alexandre Siminski, Alfredo Celso Fantini

Resumo


Os pedidos de supressão de vegetação nativa disponíveis na Fundação de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina foram avaliados com o objetivo de conhecer o perfil dos solicitantes, as motivações para a solicitação e as características metodológicas do inventário florestal apresentado. Foram levantadas 1.753 solicitações em 11 coordenadorias. Os resultados mostram que 71% dos pedidos foram de pessoas físicas, onde o uso econômico alternativo do solo foi a principal justificativa. O reflorestamento com espécies exóticas foi a maior demanda (43%), representando uma área de 22.000ha. Em 95% dos processos foi utilizada a amostragem aleatória simples, com unidades amostrais do tipo área fixa, onde 200m2 foi a dimensão mais frequente. Houve grande diferença nos critérios nos levantamentos realizados no meio rural e no meio urbano e, em 46% dos inventários, a relação das espécies apresentadas é discordante da flora característica do estádio sucessional em que a vegetação foi classificada. Os resultados indicam a necessidade de um normatização para a amostragem da vegetação e de uma capacitação e formação continuada dos profissionais que o fazem. Revelam ainda a necessidade imediata de uma política de valorização dos remanescentes florestais nativos.


Palavras-chave


Desmatamento; Inventário florestal; Mata Atlântica

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7925.2010v23n2p51

Direitos autorais 2011 Alexandre Siminski, Alfredo Celso Fantini

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

Licença Creative Commons
Este periódico está licenciado conforme Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.