Abordagem ecofisiológica dos manguezais: uma revisão

Autores

  • Sávia Soares Pascoalini Universidade Federal do Espírito Santo
  • Dielle Meire de Santana Lopes Universidade Federal do Espírito Santo/ Centro Universitário Norte do Espírito Santo
  • Antelmo Ralph Falqueto Universidade Federal do Espírito Santo/ Centro Universitário Norte do Espírito Santo
  • Mônica Maria Pereira Tognella Universidade Federal do Espírito Santo/ Centro Universitário Norte do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2014v27n3p1

Palavras-chave:

Fotossíntese, Inundação, Nutrientes, Salinidade

Resumo

O manguezal apresenta elevada produtividade primária que é, em parte, resultado dos mecanismos fisiológicos aplicados pelas espécies vegetais às restrições ambientais. O objetivo desta síntese é avaliar o estado da arte dos estudos ecofisiológicos sobre os manguezais e identificar lacunas que possibilitem ampliar o conhecimento científico sobre os manguezais brasileiros e suas potenciais contribuições para as mudanças climáticas. O agravamento das restrições ambientais, como o aumento da salinidade, maior tempo de alagamento e deficiência de nutrientes, induz a diminuição da assimilação fotossintética, resultando na redução do desenvolvimento das espécies. A resposta de determinada espécie ao estresse depende de sua tolerância. Conclui-se que os estudos ecofisiológicos da vegetação de mangue são pontuais, e seus resultados divergem entre os estudos de campo e laboratório. No Brasil, esse conhecimento ainda é incipiente, dificultando a previsão do comportamento das espécies diante das mudanças climáticas.

Biografia do Autor

Sávia Soares Pascoalini, Universidade Federal do Espírito Santo

Possui graduação em Ciências Biológicas (bacharelado) pela Universidade Federal do Espírito Santo (2012). Atualmente cursa mestrado em Oceanografia Ambiental pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Dielle Meire de Santana Lopes, Universidade Federal do Espírito Santo/ Centro Universitário Norte do Espírito Santo

Bacharel em Ciências Biológicas - Ênfase em Ecologia e Recursos Naturais, pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atualmente é Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical, na Universidade Federal do Espírito Santo.

Antelmo Ralph Falqueto, Universidade Federal do Espírito Santo/ Centro Universitário Norte do Espírito Santo

Graduado em Ciências Biológicas, Mestre em Biologia Vegetal pela Universidade Federal do Espírito Santo e Doutor em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Pelotas. Durante o mestrado, investigou características da fluorescência das clorofilas em duas espécies vegetais típicas do manguezal de Vitória/ES, objetivando a utilização dessas características fisiológicas como indicadoras de distúrbios ambientais. Atualmente é professor Adjunto do Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas e professor permanente do Programa de Pós-Graduação BIODIVERSIDADE TROPICAL (CEUNES/UFES) e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em AGRICULTURA TROPICAL (CEUNES/UFES), em nível de Mestrado, da Universidade Federal do Espírito Santo. Atua nos seguintes grupos de pesquisa: FISIOLOGIA VEGETAL e BIODIVERSIDADE, CONSERVAÇÃO E MANEJO DE RECURSOS NATURAIS, nas seguintes linhas de pesquisa: Ecofisiologia da Fotossíntese, Fisiologia de Plantas em Ambientes impactados e Fisiologia do Estresse em Plantas.

Mônica Maria Pereira Tognella, Universidade Federal do Espírito Santo/ Centro Universitário Norte do Espírito Santo

Doutora em Oceanografia (Oceanografia Biológica) pela Universidade de São Paulo em 2000, na linha de pesquisa Economia Ecológica. Atualmente é professora adjunto IV na Universidade Federal do Espírito Santo, vinculada ao Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES). Participou durante 13 anos do Monitoramento Ambiental da Baía Sul em Florianópolis. Orientou nesta oportunidade duas dissertações de mestrado, ambas vinculadas ao Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Ciências Ambientais. Atua na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas, desenvolvendo estudos em longo prazo com estabelecimento de parcelas fixas e dinâmica populacional. É orientadora de mestrado e de mestrado e doutorado nos Programas de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical e Oceanografia Ambiental, respectivamente.

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Publicado

2014-05-28

Edição

Seção

Artigos