Comunidade rural e escolar na valorização do conhecimento sobre plantas medicinais

Marcílio Souza Carneiro, Andréa Pereira Silveira, Vaneicia dos Santos Gomes

Resumo


As comunidades isoladas do meio urbano ainda fazem uso das plantas medicinais, porém esse conhecimento nem sempre é repassado para as novas gerações. Neste cenário, propomos um estudo com alunos, professores e moradores da comunidade de Córrego da Ema, Amontada, Ceará – Brasil, visando conhecer os saberes sobre plantas medicinais em uma pequena comunidade rural do semiárido brasileiro. Entrevistamos os conhecedores de plantas medicinais, denominados especialistas locais, utilizando o método “Snow Ball”. Aplicamos questionários para investigar o conhecimento dos alunos do ensino fundamental sobre as plantas medicinais (pré-turnê). Essas ações subsidiaram o planejamento de turnês-guiadas, atividades voltadas para os 51 alunos, que realizamos em conjunto com os dez especialistas e dois professores da escola local, e cujos resultados (pós-turnê) foram avaliados com o mesmo questionário da pré-turnê. A maioria dos especialistas locais foi mulheres (80%), com famílias numerosas e baixa escolaridade, fatores que contribuem para o uso de plantas medicinais. Os especialistas citaram 35 espécies medicinais. Os alunos citaram 24 espécies pré-turnê e 28 pós-turnê. Os alunos ampliaram seus conhecimentos, pois houve também um aumento pós-turnê nas indicações terapêuticas e forma de preparo mencionadas. A escola teve um papel importante na valorização desse patrimônio imaterial, pois possibilitou ações envolvendo o ensino formal e informal.


Palavras-chave


Etnobotânica; Método Bola de Neve; Medicina Popular; Semiárido

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7925.2016v29n2p89

Direitos autorais 2016 Marcílio Souza Carneiro, Andréa Pereira Silveira, Vaneicia dos Santos Gomes

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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