Comunidade rural e escolar na valorização do conhecimento sobre plantas medicinais

Autores

  • Marcílio Souza Carneiro Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Itapipoca, CEP 60.500-000, Itapipoca – CE, Brasil.
  • Andréa Pereira Silveira Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Itapipoca, CEP 60.500-000, Itapipoca – CE, Brasil.
  • Vaneicia dos Santos Gomes Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central, CEP 63. 9000-000, Quixadá - CE, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2016v29n2p89

Palavras-chave:

Etnobotânica, Método Bola de Neve, Medicina Popular, Semiárido

Resumo

As comunidades isoladas do meio urbano ainda fazem uso das plantas medicinais, porém esse conhecimento nem sempre é repassado para as novas gerações. Neste cenário, propomos um estudo com alunos, professores e moradores da comunidade de Córrego da Ema, Amontada, Ceará – Brasil, visando conhecer os saberes sobre plantas medicinais em uma pequena comunidade rural do semiárido brasileiro. Entrevistamos os conhecedores de plantas medicinais, denominados especialistas locais, utilizando o método “Snow Ball”. Aplicamos questionários para investigar o conhecimento dos alunos do ensino fundamental sobre as plantas medicinais (pré-turnê). Essas ações subsidiaram o planejamento de turnês-guiadas, atividades voltadas para os 51 alunos, que realizamos em conjunto com os dez especialistas e dois professores da escola local, e cujos resultados (pós-turnê) foram avaliados com o mesmo questionário da pré-turnê. A maioria dos especialistas locais foi mulheres (80%), com famílias numerosas e baixa escolaridade, fatores que contribuem para o uso de plantas medicinais. Os especialistas citaram 35 espécies medicinais. Os alunos citaram 24 espécies pré-turnê e 28 pós-turnê. Os alunos ampliaram seus conhecimentos, pois houve também um aumento pós-turnê nas indicações terapêuticas e forma de preparo mencionadas. A escola teve um papel importante na valorização desse patrimônio imaterial, pois possibilitou ações envolvendo o ensino formal e informal.

Biografia do Autor

Marcílio Souza Carneiro, Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Itapipoca, CEP 60.500-000, Itapipoca – CE, Brasil.

Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Itapipoca (FACEDI-UECE).

Andréa Pereira Silveira, Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Itapipoca, CEP 60.500-000, Itapipoca – CE, Brasil.

Possui Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Ceará (1998), Mestrado em Botânica pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2002) e Doutorado em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal do Ceará (2012). Atualmente é professora Adjunta da Faculdade de Educação de Itapipoca da Universidade Estadual do Ceará (FACEDI/UECE). Tem experiência na área de pesquisa em Ecologia Vegetal, com ênfase em: Estrutura e Dinâmica de Populações Vegetais, Ensino de Ecologia e Ensino de Botânica.

Vaneicia dos Santos Gomes, Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central, CEP 63. 9000-000, Quixadá - CE, Brasil

Possui mestrado em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco. Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Sistemática e biogeografia, atuando principalmente nos seguintes temas: Distribuição Geográfica de fanerógamas, florística e fitossociologia no Semiárido. Atualmente é doutoranda em Ecologia e Recursos Naturais da UFC e professora da  Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (FECLESC-UECE)

Downloads

Publicado

2016-05-11

Edição

Seção

Artigos