Manejo hídrico na rustificação em mudas de Maytenus ilicifolia [(Schrad.) Planch.]

Autores

  • João Alexandre Lopes Dranski Faculdade Educacional de Medianeira
  • Ubirajara Contro Malavasi Universidade Estadual do Oeste do Paraná Centro de Ciências Agrárias
  • Marlene de Matos Malavasi Universidade Estadual do Oeste do Paraná Centro de Ciências Agrárias

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2017v30n1p45

Palavras-chave:

Déficit hídrico, Espinheira-santa, Produção de mudas, Qualidade de mudas

Resumo

Avaliou-se o efeito do tamanho da muda e do manejo da irrigação ao final do ciclo de produção sobre a qualidade de mudas de Maytenus ilicilofia. O experimento seguiu o delineamento inteiramente ao acaso em arranjo fatorial 2x3, em que mudas de duas classes de altura (maior ou menor que 18,0 cm) foram submetidas a três regimes hídricos (rega diária, rega a cada dois dias e redução gradativa da irrigação). Após oito semanas, quantificaram-se atributos morfofisiológicos e de desempenho. A redução gradativa da irrigação promoveu maior taxa de assimilação líquida de carbono. A rega a cada dois dias possibilitou maior taxa de crescimento secundário, velocidade de acúmulo de biomassa nos tecidos aéreos e radiculares, com menor taxa de extravasamento de eletrólitos. Após o plantio, esses tratamentos mantiveram o maior teor relativo de água nas folhas (TRA). O TRA em mudas de menor tamanho foi significativamente maior até a terceira semana do plantio. Portanto, mudas de maior tamanho, submetidas à rustificação por redução gradativa do regime de regas, apresentam melhor qualidade.

Biografia do Autor

João Alexandre Lopes Dranski, Faculdade Educacional de Medianeira

Graduado em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia - Universidade Paranaense (UNIPAR). Pós-graduação Lato Sensu em Gestão Ambiental com habilitação ao Magistério Superior - Faculdade Pe. Bagozzi. Mestrado e Doutorado em Agronomia - Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Atua nas áreas de silvicultura e tecnologia e fisiologia de sementes e mudas florestais e cultivadas.

Ubirajara Contro Malavasi, Universidade Estadual do Oeste do Paraná Centro de Ciências Agrárias

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1973), mestrado em Forest Science - Oregon State University (1977), e doutorado em Forest Science - Oregon State University (1983). Atualmente é professor associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Tem colaborado na revisão de manuscritos dos periódicos Revista Árvore, Floresta e Ambiente, Journal of Tropical Forest Science, e Ciência Florestal. Colabora com a editoração do periódico Scientia Agraria Paranaensis. Atua como revisor dos periodicos Revista Árvore, Ciência Florestal, Cerne, Acta Amazonica, Pesquisa Florestal Brasileira, Ciência Rural New Forest. Possui experiência na área de Silvicultura com ênfase em Florestamento e Reflorestamento em áreas de domínio ciliar, atuando principalmente nos seguintes temas: mudas florestais, produção vegetal, viveiros florestais, ecofisiologia de espécies arbóreas, e na área de Ecologia Florestal atuando nos temas do estabelecimento de povoamentos florestais, recuperação de áreas alteradas/devegetadas,e espécies vegetais invasoras.

Marlene de Matos Malavasi, Universidade Estadual do Oeste do Paraná Centro de Ciências Agrárias

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras (1972), mestrado em Crop Science - Oregon State University (1977) e doutorado em Forest Science - Oregon State University (1983). Atualmente é Professora Associada da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Possui experiência na área de Agronomia, com ênfase em Fitotecnia, atuando principalmente nos seguintes temas: sementes, viveiros florestais, germinação, mudas florestais e testes rápidos de vigor. 

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Publicado

2017-02-21

Edição

Seção

Artigos