A percepção de agricultores urbanos sobre pragas e plantas cultivadas em uma área metropolitana do Recife

Juliana Gomes de Moraes, Mariana Oliveira Breda, Rômulo Romeu Nóbrega Alves, Ângelo Giuseppe Chaves Alves

Resumo


http://dx.doi.org/10.5007/2175-7925.2017v30n1p99

Os significados culturais e as relações das sociedades com os recursos naturais em áreas urbanas constituem um aspecto importante, mas ainda pouco explorado, no âmbito da etnoecologia. Objetivou-se descrever e analisar os conhecimentos e práticas de agricultores urbanos, a categorização e o controle de animais que foram considerados causadores de injurias às plantas cultivadas. A pesquisa foi realizada em áreas sob cultivo de hortaliças, no entorno do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (CEASA), em Recife, capital do estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil. Foram entrevistados 33 agricultores, os quais mencionaram 13 animais que consideram pragas. O animal mais frequentemente citado como causador de injúrias às plantas cultivadas foi a formiga e sua relação ecológica com as cochonilhas, descritas como “mofo”. O uso de técnicas de abate para controle de animais indesejados está atrelado às relações de cooperação e aversão e à identidade cultural camponesa, reconfigurada em uma forte relação com o mercado, resultando na concepção dos recursos naturais dentro de um significado predominantemente utilitário.


Palavras-chave


Agricultura urbana; Conhecimento agrícola; Etnoespécies

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Direitos autorais 2017 Juliana Gomes de Moraes, Mariana Oliveira Breda, Rômulo Romeu Nóbrega Alves, Ângelo Giuseppe Chaves Alves

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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